Acidentes de trânsito e violência devem matar 5,8 milhões de pessoas no mundo

Guerra não declarada

Cerca de 5,8 milhões de pessoas devem morrer em todo o mundo, neste ano, vítimas de traumas causados por situações como acidentes de trânsito e violência. O volume é considerado elevado por especialistas e supera as mortes por aids, que somam aproximadamente 2 milhões no mundo.

"Trata-se de um problema muito importante em todo mundo, por isso estamos no Rio de Janeiro para discutir como melhorar esse sistema de saúde e dar mais atenção às vítimas de trauma. Se isso acontecer, cerca de 2 milhões de mortes a cada ano podem ser evitadas", afirmou o diretor do Departamento da Prevenção dos Traumatismos da Violência da Organização Mundial da Saúde (OMS), Etienne Krug.

Emergência

Para Krug, os governos têm-se esforçado para reduzir os números de acidentes de trânsito relacionados ao consumo de álcool e os índices de violência, que estão entre os fatores que mais contribuem para a ocorrência do trauma.

Mas ele destaca que apenas essas ações não são suficientes para mudar o panorama mundial."É possível a prevenção, mas neste momento a vontade política só não é suficiente, então é importante garantir a melhoria dos serviços de saúde, especialmente dos sistemas de emergência pré-hospitalar e de reabilitação", acrescentou.

Traumas

O ministro da Saúde, Jose Gomes Temporão, admitiu que o trauma é um problema grave no Brasil, sendo responsável por cerca de 80 mil mortes por ano. Segundo ele, o país "vem se preparando para isso" e aprimorou sua política de urgência e emergência, que inclui o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que cobre 100 milhões de pessoas. Também há a rede de hospitais e de unidades de pronto atendimento, que devem somar 500 até o fim do ano que vem, e a implantação da Lei Seca, que tem "sucesso incontestável", de acordo com Temporão.

Segundo o coordenador da Operação Lei Seca, Carlos Alberto Lopes, diversos pontos do Rio de Janeiro são fiscalizados diariamente e cerca de 2,5 mil pessoas deixaram de ser vitimadas em acidentes de trânsito nos últimos 18 meses.


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