Antioxidantes não retardam envelhecimento, afirmam cientistas

Antioxidantes não retardam envelhecimento, afirmam cientistas

[Imagem: Univ.College London]

Antioxidantes e envelhecimento

Um estudo realizado na Inglaterra indica que dietas e cosméticos que contenham substâncias antioxidantes provavelmente não tenham o presumido efeito de retardar o envelhecimento.

Os antioxidantes são um dos grandes chamarizes das indústrias de cosméticos e suplementos alimentares, que alegam que essas substâncias têm a propriedade de combater os chamados radicais livres, que provocariam o envelhecimento.

Radicais livres

Os radicais livres "superoxidativos" - moléculas de oxigênio que têm um desequilíbrio entre prótons e elétrons - são gerados no organismo por meio de processos naturais, como o metabolismo. Esses radicais livres podem causar oxidação no corpo, da mesma forma que o oxigênio do ambiente causa a oxidação em um pedaço de metal.

Por outro lado, os organismos vivos normalmente são capazes de inibir ou restringir os danos causados pelos radicais livres. Cientistas brasileiros acabam de comprovar que eles não são apenas vilões, e também desempenham papel fundamental em nossos movimentos (veja Radicais livres são essenciais para os movimentos musculares).

Modelos animais

Os cientistas da Universidade College London usaram vermes nematódeos para testar os efeitos dos antioxidantes, e descobriram que aqueles que foram tratados com essas substâncias não viveram mais do que os demais.

Os vermes são ótimos modelos animais porque compartilham várias semelhanças genéticas com o ser humano. Uma pesquisa recente, realizada na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, apresentou os mesmos resultados utilizando camundongos como modelos.

Efeitos dos antioxidantes

O argumento de que os radicais livres causam o envelhecimento se baseia em uma teoria de 1956, quando Denham Harman sugeriu que o envelhecimento é provocado por um acúmulo de danos provocados por moléculas de oxigênio altamente reativas e que circulam no corpo - exatamente os radicais livres.

Os antioxidantes, por sua vez, teriam a propriedade de eliminar os radicais livres, diminuindo os danos que eles provocam. Mas, até agora, a maioria dos estudos feitos na tentativa de comprovação da teoria foram inconclusivos.

Processo de envelhecimento

Os cientistas ingleses manipularam geneticamente os nematódeos para que seus organismos se tornassem capazes de eliminar os radicais livres. Mas eles viveram o mesmo tempo que outros vermes que não haviam sido tratados, o que sugere que os radicais livres não representam um fator essencial no envelhecimento das células e dos tecidos.

"Está claro que, se existe um componente superoxidativo, ele desempenha apenas um pequeno papel na história. O dano oxidativo claramente não é um elemento preponderante e universal no processo de envelhecimento. Outros fatores, como as reações químicas envolvendo os açúcares em nosso corpo, claramente desempenham um papel," diz o Dr. David Gems, coordenador da pesquisa.


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