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22/08/2014

Aparelho usa luz para detectar câncer de pele

Redação do Diário da Saúde

Luz para o diagnóstico

Um novo aparelho promete reduzir o número de biópsias desnecessárias, um grande problema com que médicos e pacientes se deparam nos casos de melanoma e de outras lesões cancerígenas da pele.

Cada vez mais os médicos se voltam para a luz não apenas como ferramenta de diagnóstico, mas também como opção terapêutica.

Os pesquisadores da Universidade do Texas (EUA) juntaram em um único aparelho três formas de usar a luz para medir as propriedades dos tecidos da pele e detectar o câncer.

Conforme a pele normal se torna cancerosa, os núcleos celulares se ampliam, as camadas superiores da pele podem engrossar, as células podem aumentar o consumo de oxigênio e elas podem mostrar-se desorganizadas.

Todas essas modificações alteram o modo como a luz interage com o tecido.

A combinação de três técnicas espectroscópicas comuns - espectroscopia Raman, espectroscopia de reflectância difusa e espectroscopia de fluorescência induzida por laser - em um único instrumento cria imagens mais completas e mais detalhadas de qualquer lesão da pele.

Aparelho usa luz para detectar câncer de pele
Para cada caso de câncer de pele detectado, há cerca de 25 biópsias negativas realizadas. Este aparelho promete mudar esse quadro usando apenas luz. [Imagem: Review of Scientific Instruments/Eric Marple/EmVision LLC]

Biópsias negativas

Atualmente, a única maneira definitiva de diagnosticar o câncer de pele consiste em realizar uma biópsia, na qual os médicos removem uma amostra da pele e examinam o tecido em um microscópio para procurar células cancerígenas.

A dificuldade é que determinar quais lesões exigem a análise mais detalhada de uma biópsia é uma arte muito imprecisa - para cada caso de câncer de pele detectado, há cerca de 25 biópsias negativas realizadas.

Ao revelar informações invisíveis ao olho humano, o aparelho pode melhorar o diagnóstico e eliminar muitas biópsias negativas.

Os pesquisadores começaram a testar o seu aparelho 3-em-1 em ensaios clínicos e estão fazendo parcerias com agências de financiamento e empresas para ajudar a levar o aparelho para os consultórios dos dermatologistas.


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