Armas não são as únicas coisas que matam policiais

Armas não são as únicas coisas que matam policiais
O Dr. Violanti revela que há muitos perigos escondidos na profissão de policial.
[Imagem: Universidade de Buffalo]

O público talvez não perceba - na verdade, os próprios policiais podem não perceber.

Mas os perigos a que os policiais estão expostos diariamente são muito piores do que qualquer coisa que se possa ver nos noticiários das 18:00 horas ou nos seriados de TV.

"Os oficiais de polícia estão expostos ao perigo de tantos elementos diferentes - muitos deles inesperados - que eles estão morrendo e não apenas no trabalho, mas por causa do trabalho," alerta o Dr. John Violanti, da Universidade de Buffalo (EUA).

Um estudo anterior do próprio professor Violanti já havia mostrado que, em média, a expectativa de vida dos policiais é significativamente menor do que do restante da população masculina.

Um resultado que, ele sugere, deve-se ao grau excepcionalmente elevado e prolongado de estresse relacionado ao trabalho policial.

Bandidos escondidos

Neste novo estudo, o pesquisador quis levantar todos os fatores que podem estar ajudando a diminuir a expectativa de vida dos policiais, além dos tiros e acidentes em perseguições.

O resultado é um número alarmante de riscos, que incluem a exposição a laboratórios clandestinos de metanfetaminas, cadáveres, chumbo das armas de fogo, ruídos, radiações de radar, patógenos transmitidos pelo sangue e até o pó usado para coletar impressões digitais, que induz doença pulmonar ocupacional.

"Essas ameaças são agravadas pelos altos níveis de estresse no trabalho da polícia, que se manifestam na forma de taxas de ansiedade, obesidade, transtorno de estresse pós-traumático, hipertensão arterial, doença metabólica, doenças cardiovasculares e suicídios mais elevadas do que a média," disse o médico.

"Eles deveriam estar cientes dos riscos ocultos no seu trabalho. A jornada de trabalho é longa, o salário é frequentemente baixo e uma gama de estressores provocam danos físicos e psicológicos que podem ser graves. Os próprios policiais, juntamente com o público, estão pagando por esses danos e devem estar cientes de programas e práticas que possam aliviar e até mesmo impedir as consequências descritas aqui," concluiu Violanti.


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