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03/09/2013

Astronomia ajuda a detectar problemas sutis de visão

Redação do Diário da Saúde
Técnica astronômica ajuda a detectar problemas sutis de visão
A chamada óptica adaptativa poderá permitir que as pessoas enxerguem tão bem quanto os astrônomos vêm suas estrelas.[Imagem: ESO/Yuri Beletsky]

Pergunte a qualquer pessoa que usa óculos o que ela tem e dificilmente você ouvirá algo diferente de miopia e astigmatismo - ou as duas coisas.

Historicamente, optometristas e oftalmologistas têm-se concentrado sobre as duas causas mais proeminentes que geram imagens fora de foco: os chamados erros esféricos e o astigmatismo.

No entanto, há uma vasta gama de problemas "de ordem superior", muito sutis, mas que podem afetar não apenas a clareza de visão do paciente, mas também a visão do médico quando ele examina a parte posterior do olho.

O problema é que, até pouco tempo atrás, não existiam técnicas para aferir essas condições mais sutis.

Visão astronômica

A esperança está surgindo agora, e de uma fonte inusitada - a tecnologia desenvolvida pelos astrônomos para observar as estrelas.

Para enxergar claramente as estrelas, cancelando as interferências causadas pela atmosfera terrestre, os astrônomos desenvolveram uma série de técnicas de correção óptica que hoje permitem que telescópios terrestres vejam tão claramente quanto os telescópios espaciais, que estão livres da interferência atmosférica.

Uma dessas técnicas é chamada "óptica frente de onda".

Agora, oftalmologistas como o Dr. Larry Thibos, da Universidade de Indiana (EUA), estão demonstrando que essas técnicas usadas em telescópios são altamente eficientes para localizar aberrações na visão humana e para corrigir aberrações que impedem que os oculistas encontrem problemas nos olhos dos pacientes.

"Nossa mudança de mentalidade, engendrada pelos conceitos da óptica frente de onda, tem o potencial para mudar a nossa forma de pensar sobre muitas questões clínicas que são fundamentalmente de natureza óptica," diz o médico.

Com o intuito de divulgar esses estudos pioneiros, o Dr. Thibos fez um sumário da técnica e de sua aplicação na avaliação dos problemas oculares em um artigo publicado na revista Optometry and Vision Science.

Segundo ele, a técnica astronômica poderá ajudar a detectar e monitorar a qualidade da visão de forma muito ampla, indo muito além das atuais terapias corretivas.

O próximo passo para que isso possa se transformar em benefício para os pacientes é incluir as correções necessárias em óculos e lentes de contato, que deverão acompanhar a precisão necessária para corrigir aberrações que podem variar ao longo do olho.

Segundo o pesquisador, alguns fabricantes de lentes de contato e óculos já estão começando a disponibilizar equipamentos capazes de fazer isto.


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