Bactéria alemã pode ter origem em brotos para saladas

Autoridades da Alemanha afirmaram neste domingo que a origem da variedade altamente tóxica da bactéria E. coli, que matou 22 pessoas e infectou centenas, pode estar ligada a brotos de vários vegetais produzidos no próprio país.

O ministro da Agricultura para a região da baixa Saxônia, Gert Lindemann, afirmou que epidemiologistas conseguiram rastrear a origem da bactéria até um viveiro na cidade de Uelzen, a cerca de cem quilômetros de Hamburgo, no norte da Alemanha.

"O viveiro cultiva uma grande variedade de brotos a partir de sementes importadas de vários países", disse.

Inicialmente, autoridades alemãs haviam atribuído a origem da infecção a pepinos importados da Espanha.

Brotos crus

Os brotos, incluindo brotos de feijão azuki, alfafa, brócolis, lentilhas, entre outros, são usados em saladas.

O ministro informou que o viveiro foi fechado e todos os seus produtos recolhidos apesar do fato de os exames oficiais ainda não terem confirmado a presença da bactéria na fazenda.

Segundo a agência de notícias alemã DPA, o Ministério da Saúde em Berlim ainda está aguardando os resultados dos exames dos brotos.

E. coli fatal

A bactéria E. coli já matou 22 pessoas, 21 na Alemanha e uma na Suécia, e infectou cerca de outras 2 mil, na Alemanha e outros 12 países.

A maioria dos afetados pelo surto está na Alemanha, com casos concentrados na cidade de Hamburgo.

Cientistas afirmaram que a nova variedade da E. coli é um híbrido agressivo, tóxico para humanos e que não estava ligado anteriormente a intoxicações alimentares.

O ministro federal da Saúde, Daniel Bahr, informou que os hospitais do norte da Alemanha estão superlotados devido ao surto, mas os funcionários estão fazendo "todo o que for necessário" para ajudar os pacientes.

Bactéria E. coli

As bactérias E. coli, que costumam habitar as entranhas de gado e ovelhas, em geral são inofensivas à saúde.

Mas a variedade que está atacando a Europa, a EHEC, causa diarreia, cólicas estomacais severas e febre. Ela se prende às paredes do intestino, onde libera toxinas.

A maioria das vítimas se recupera após alguns dias de tratamento, mas um pequeno número de pacientes desenvolve uma síndrome potencialmente fatal, que ataca os sistemas renal e nervoso.

A Espanha é o país mais afetado economicamente pelo episódio, já que, inicialmente, as autoridades alemãs atribuíram a culpa do surto infeccioso a pepinos espanhóis (depois, voltaram atrás).

O presidente José Luis Rodríguez Zapatero disse que seu país vai exigir reparações pelas perdas sofridas.


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