Brasil está no 105º lugar em índice de paz

Índice Global de Paz

O Índice Global de Paz (GPI: Global Peace Index), anunciado pelo Instituto de Economia e Paz (IEP: Institute of Economics and Peace), mostra que o mundo, pelo segundo ano consecutivo, está menos pacífico.

Os níveis de tranquilidade se aproximam dos valores registrados em 2012, quando os indicadores apontaram o patamar mais baixo desde o início da pesquisa, em 2006.

Foram analisados 163 países em 23 indicadores diferentes, entre eles os conflitos nacionais e internacionais; a segurança e a proteção na sociedade; e o nível de militarização dos países.

Paz no mundo

A Europa é a região mais pacífica do mundo, tendo seis países classificados entre os sete primeiros do ranking global. Em relação ao ano anterior, Portugal foi o país que registrou maior melhora entre os europeus, saltando nove posições e se classificando como o quinto mais pacífico do mundo para se viver.

Portugal ficou atrás apenas de Islândia, Dinamarca, Áustria e Nova Zelândia, os quatro primeiros do ranking, respectivamente. A Síria é o menos pacífico, seguido do Sudão do Sul, Iraque, Afeganistão e Somália.

Um dos indicadores que contribuíram para a subida de Portugal no ranking foi a diminuição da instabilidade política. No entanto, 39 países do mundo apresentaram piora neste tópico. E o Brasil foi um deles.

"Um caso impressionante deste ano foi o Brasil, onde o gatilho [para o aumento da instabilidade política] foi um grande escândalo de corrupção. No Brasil, um aumento de 15% na instabilidade política, associado à deterioração tanto da taxa de encarceramentos quanto do número de policiais, aponta uma tendência preocupante, faltando apenas alguns meses para o início dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro", mostra o estudo.

No ranking dos países mais pacíficos para se viver, o Brasil está na 105ª posição global e na 9ª colocação entre os onze países da América do Sul analisados, ficando à frente apenas de Venezuela e Colômbia. No ranking global, a Venezuela ficou com a 143ª posição e a Colômbia, na 147ª.

Síria e refugiados

A diminuição na tranquilidade dos países não foi distribuída uniformemente ao redor do mundo. Segundo o estudo, 77 países tornaram-se mais pacíficos, enquanto 85 apresentaram piora no indicador. A região com maior deterioração da paz foi o Oriente Médio e o norte da África.

"A maioria destas alterações foram vinculadas ao conflito na Síria e ao aumento do número de refugiados e deslocados internos. Tendo em conta os níveis crescentes de terrorismo e de grande deslocamento da população causada por conflitos, esta tendência deve continuar num futuro próximo", aponta o documento.

O número de refugiados e pessoas desalojadas aumentou dramaticamente nos últimos dez anos e representa aproximadamente 60 milhões de pessoas entre 2007 e 2016, quase 1% da população mundial. Na Síria, mais de 60% da população está desalojada.

Outro dado preocupante é o número de mortes por conflitos internos, que aumentou consideravelmente na última década. Enquanto que entre 2005 e 2006 foram registradas pouco menos de 36 mil mortes, em 2014 e 2015 este número subiu para mais de 305 mil mortes. Segundo o estudo, grande parte do aumento é resultado do conflito na Síria.

Custos da ausência de paz

De acordo com o GPI, o impacto econômico da violência sobre a economia global em 2015 foi de 13,6 trilhões de dólares. Este valor representa 13,3% da atividade econômica do mundo (Produto Mundial Bruto) e representa cerca de 11 vezes o tamanho do investimento direto estrangeiro.

O estudo mostra ainda que o Brasil gasta 14% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para arcar com os custos da violência e está entre os 32 países piores colocados nesse indicador. Portugal, por exemplo, gasta 5% e está na 121ª posição. A Síria é o pior colocado, gastando 54% do seu PIB com os custos da violência. Os melhores colocados, entre 163 países analisados, são Indonésia, Canadá e Islândia, que gastam 2%.


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