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21/09/2016

Carne e barbatana de tubarão contêm altos níveis de neurotoxinas

Redação do Diário da Saúde
Carne e barbatana de tubarão contêm altos níveis de neurotoxinas
Os compostos neurotóxicos foram encontrados em níveis perigosos em todas as espécies de tubarão analisadas.[Imagem: Neil Hammerschlag/University of Miami Miller School of Medicine]

Mercúrio e BMMA

Concentrações elevadas de toxinas ligadas a doenças neurodegenerativas foram detectadas nas barbatanas e músculos de 10 espécies de tubarões comercializados para alimentação humana.

Pelas concentrações encontradas, a equipe da Universidade de Miami (EUA) sugere a restrição do consumo da carne de tubarão, com benefícios positivos para a saúde dos consumidores e para a conservação dos animais, uma vez que várias das espécies analisadas no estudo estão ameaçadas de extinção devido à pesca excessiva.

As amostras de barbatanas e de tecido muscular, coletados de 10 espécies de tubarões encontradas nos oceanos Atlântico e Pacífico, foram analisadas para as concentrações de duas toxinas - mercúrio e BMMA (beta-N-metilamino-L-alanina).

"Estudos recentes têm ligado a BMAA a doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer e a esclerose lateral amiotrófica (ELA)," disse a Dra. Deborah Mash, coordenadora do estudo.

Toxinas na carne de tubarão

Os resultados mostraram concentrações de mercúrio e BMAA nas barbatanas e nos músculos de todas as espécies de tubarão analisadas em níveis que podem constituir uma ameaça para a saúde humana, relatam os pesquisadores.

Além disso, ainda que tanto o mercúrio quanto a BMAA isoladamente representem um risco para a saúde, em conjunto eles podem ter impactos tóxicos sinérgicos, aumentando a neurotoxicidade para o ser humano.

Alimentos à base de tubarão - incluindo as barbatanas, cartilagem e carne - são amplamente consumidos na Ásia e globalmente em comunidades asiáticas, como uma iguaria e como um elemento da medicina tradicional chinesa.

Entre os ocidentais, é mais comum o consumo de suplementos dietéticos contendo cartilagem de tubarão.

O estudo foi publicado na revista Toxins.


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