Cesariana é associada com a não amamentação do bebê

Cesariana é associada com a não amamentação do bebê
A OMS recomenda colocar bebês em contato direto com a mãe logo após o parto por pelo menos uma hora e estimular a mãe a identificar se o bebê está pronto para ser amamentado e oferecer ajuda se necessário.
[Imagem: Peter Ilicciev/Ensp]

Apesar de vários estudos comprovando ser a amamentação na primeira hora de vida um mecanismo potencial para a promoção da saúde, associado à maior duração do aleitamento materno e à redução das mortes infantis, principalmente nos países de baixa renda, ainda assim, essa prática é pouco desenvolvida.

O alerta é da Dra. Tânia Maria Brasil Esteves, que fez seu estudo na Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) em conjunto com o pesquisador Iúri da Costa Leite.

Segundo Tânia, a cesariana foi o fator de risco mais consistente para a não amamentação na primeira hora de vida em vários contextos culturais, em estudos realizados na Ásia, na África e na América do Sul.

Outros fatores de risco para a não amamentação são o nível socioeconômico e o menor acesso a serviços de saúde.

"As rotinas e práticas hospitalares mostram-se impeditivas dessa ação. O desconhecimento do status sorológico para o HIV também foi identificado como fator de risco independente para a não amamentação na primeira hora. Apesar de existir um programa de prevenção e controle do HIV/Aids, mundialmente reconhecido, os serviços de saúde ainda enfrentam dificuldades no cumprimento de orientações protocolares," explicou.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda colocar bebês em contato direto com a mãe logo após o parto por pelo menos uma hora e estimular a mãe a identificar se o bebê está pronto para ser amamentado e oferecer ajuda se necessário.

Tânia explica que essa prática é recomendada porque é no período pós-parto que os bebês estão mais aptos ao estabelecimento da amamentação, têm maior resposta ao tato, ao calor e ao odor da mãe, o que favorece a liberação de hormônios responsáveis pela produção e ejeção do leite.

O Brasil é campeão mundial em cesarianas, com a medicalização excessiva do parto sendo outro fator apontado por estudos anteriores.


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