Ver:

 Temas
 Enfermidades





RSS Diário da Saúde

Twitter do Diário da Saúde

16/06/2014

Cesariana é associada com a não amamentação do bebê

Com notícias da Ensp
Cesariana é associada com a não amamentação do bebê
A OMS recomenda colocar bebês em contato direto com a mãe logo após o parto por pelo menos uma hora e estimular a mãe a identificar se o bebê está pronto para ser amamentado e oferecer ajuda se necessário.[Imagem: Peter Ilicciev/Ensp]

Apesar de vários estudos comprovando ser a amamentação na primeira hora de vida um mecanismo potencial para a promoção da saúde, associado à maior duração do aleitamento materno e à redução das mortes infantis, principalmente nos países de baixa renda, ainda assim, essa prática é pouco desenvolvida.

O alerta é da Dra. Tânia Maria Brasil Esteves, que fez seu estudo na Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) em conjunto com o pesquisador Iúri da Costa Leite.

Segundo Tânia, a cesariana foi o fator de risco mais consistente para a não amamentação na primeira hora de vida em vários contextos culturais, em estudos realizados na Ásia, na África e na América do Sul.

Outros fatores de risco para a não amamentação são o nível socioeconômico e o menor acesso a serviços de saúde.

"As rotinas e práticas hospitalares mostram-se impeditivas dessa ação. O desconhecimento do status sorológico para o HIV também foi identificado como fator de risco independente para a não amamentação na primeira hora. Apesar de existir um programa de prevenção e controle do HIV/Aids, mundialmente reconhecido, os serviços de saúde ainda enfrentam dificuldades no cumprimento de orientações protocolares," explicou.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda colocar bebês em contato direto com a mãe logo após o parto por pelo menos uma hora e estimular a mãe a identificar se o bebê está pronto para ser amamentado e oferecer ajuda se necessário.

Tânia explica que essa prática é recomendada porque é no período pós-parto que os bebês estão mais aptos ao estabelecimento da amamentação, têm maior resposta ao tato, ao calor e ao odor da mãe, o que favorece a liberação de hormônios responsáveis pela produção e ejeção do leite.

O Brasil é campeão mundial em cesarianas, com a medicalização excessiva do parto sendo outro fator apontado por estudos anteriores.


Ver mais notícias sobre os temas:

Amamentação

Gravidez

Saúde da Mulher

Ver todos os temas

Mais lidas na semana:

Cientistas dizem ter descoberto cura definitiva para alcoolismo

Vacina contra dengue pode fazer mais mal que bem em alguns locais

Os muitos mitos sobre as Dores nas Costas

Medicamento desenvolvido no Brasil combate origem da hipertensão

Carne vermelha todo dia faz mal? Especificamente que mal?