Cientistas começam a se entender sobre pesquisas em animais

Cientistas começam a se entender sobre pesquisas em animais
O relatório é resultado de um projeto sobre a ética da pesquisa médica com animais que reuniu pesquisadores com pontos de vista diferentes e diferentes áreas de especialização para compartilhar seu conhecimento e trocar ideias sobre como encaminhar a questão.
[Imagem: Hastings Center]

Bom senso

O debate científico e ético sobre o uso de animais nas pesquisas científicas, sobretudo nas pesquisas médicas, vem sendo travado há anos.

Como em todos os assuntos polêmicos, não têm faltado os fundamentalismos de ambos os lados da discussão.

Mas agora os ânimos parecem estar se acalmando, as perspectivas estão mudando, os pontos de vista estão se tornando mais sutis e novas iniciativas estão buscando alternativas aos testes em animais.

Esta é a conclusão de um relatório especial, produzido pela instituição The Hastings Center (EUA), intitulado "Ética em Pesquisa Animal: Evolução das Práticas e Pontos de Vista".

Ética na pesquisa em animais

O relatório é resultado de um projeto sobre a ética da pesquisa médica com animais que reuniu pesquisadores com pontos de vista diferentes e diferentes áreas de especialização para compartilhar seu conhecimento e trocar ideias sobre como encaminhar a questão.

"Nosso objetivo era produzir recursos educacionais para um público amplo, incluindo pesquisadores biomédicos, acadêmicos, estudantes, cuidadores de animais e comitês institucionais, políticos e jornalistas que acompanham as questões de pesquisa animal," disse Gregory Kaebnick, um dos coordenadores do relatório.

O relatório cita exemplos de mudanças que estão melhorando o bem-estar dos animais usados nas pesquisas e, em alguns casos, substituindo-os por modelos alternativos.

Um exemplo é a recente limitação sobre o uso de chimpanzés em pesquisas financiadas pelo governo dos Estados Unidos.

A Europa também já impôs restrições ao uso de animais em pesquisas científicas.

Outro exemplo é a "mudança de paradigma" dos testes de toxicologia, que visa substituir os animais por um processo que utiliza células humanas para estudar a "rota de toxicidade" dos compostos químicos.

Testes de toxicologia

Tradicionalmente, ratos e camundongos têm sido utilizados para estudar a toxicidade dos novos fármacos antes que eles sejam testados em seres humanos.

Estas experiências, contudo, requerem grande número de animais, levam anos para serem completados, e predizem a toxicidade para os humanos em apenas 43% das vezes.

"A mudança de paradigma nos testes de toxicologia é o impulso mais significativo até hoje rumo à eliminação definitiva do uso de animais para pesquisas biomédicas," prevê Joanne Zurlo, da Universidade Johns Hopkins.


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