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24/09/2015

Cola cirúrgica biomimética pode eliminar cicatrizes

Redação do Diário da Saúde
Cola cirúrgica biomimética pode eliminar cicatrizes
Além da rapidez do fechamento do ferimento, a cola cirúrgica bioinspirada não produz cicatrizes. [Imagem: POSTECH - Pohang University]

Cola fotoativada

Inspirados na natureza - mais especificamente nos mexilhões - cientistas coreanos desenvolveram um novo hidrogel adesivo ativado por uma luz azul.

O resultado é uma cola cirúrgica inovadora, batizada de Lamba, capaz não só de fechar um ferimento aberto em menos de 60 segundos, como também de facilitar efetivamente o processo de cura, que ocorre sem inflamação e sem cicatrizes.

A nova cola cirúrgica atóxica - ela é essencialmente uma proteína - sela instantaneamente as feridas abertas, em hemorragia, assim que é iluminada.

A fotoativação permite uma aplicação cuidadosa, sem que a cola comece a grudar cedo demais e atrapalhe o procedimento.

Bioadesivo

O bioadesivo, criado por Eun Jeon e Hyung Cha, Universidade de Ciência e Tecnologia Pohang, funciona nos mesmos princípios usados pelos mexilhões para se fixar em superfícies submersas - eles segregam a proteína, que cola por meio de uma reação fotoquímica usando a porção azul da luz natural.

Quando a luz azul incide sobre o gel, ocorre uma reação de foto-oxidação que transforma a proteína tirosina em ditirosina, que possui ligações cruzadas, aumentando a estabilidade estrutural e as propriedades adesivas.

Em testes realizados em animais de laboratório, a nova cola superou todas as colas cirúrgicas existentes, segundo os pesquisadores, não apenas na rapidez da colagem, mas também na ausência de cicatrizes.


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