O que seus colegas de trabalho realmente pensam de você?

Competição no trabalho

No trabalho, todos os dias os colegas competem ativamente por uma quantidade limitada de vantagens, incluindo aumentos, promoções, bônus e reconhecimento.

Apesar disso, esses profissionais se mostram tipicamente muito ruins em determinar quais colegas de trabalho podem estar tentando superá-los.

"Nós procuramos saber se as pessoas entendiam o que outras pessoas no local de trabalho pensavam delas. Você tende a saber quem gosta de você, mas, para os sentimentos negativos, incluindo a competitividade, as pessoas não têm nenhuma ideia," escreveram Hillary Anger Elfenbein (Universidade de Washington em St. Louis), Noah Eisenkraft (Universidade da Carolina do Norte) e Shirli Kopelman (Universidade de Michigan).

Desconhecimento da competição

Para chegar a essa conclusão, a equipe realizou dois experimentos. No primeiro, eles entrevistaram vendedores de automóveis em uma região onde a concorrência é normal e encorajada. O segundo experimento incluiu levantamentos de mais de 200 estudantes engajados em 56 projetos diferentes.

Quando as respostas sobre a competição entre os colegas foram analisadas, os resultados foram surpreendentes: embora houvesse exceções, o que se revelou foi uma falta generalizada de percepção sobre quem eram os competidores diretos.

"Algumas pessoas mostram sua competitividade, pessoas que você pode dizer que querem te superar, mas outras querem te superar e agem como se fossem suas amigas," ponderou Elfenbein. "Esses dois efeitos se cancelam, e as pessoas, em média, não têm ideia sobre quem se sente competitivo em relação a elas."

Máscaras e reciprocidade

Os pesquisadores oferecem duas hipóteses principais para explicar essa desconexão: Primeiro, as pessoas tendem a mascarar sentimentos externos de competitividade para com os outros em um esforço para se mostrarem educadas. Em segundo lugar, parece entrar em jogo o conceito de reciprocidade.

Competição no trabalho: Pessoas não enxergam os rivais
A inteligência coletiva nem sempre leva às melhores decisões no ambiente de trabalho.
[Imagem: John Holmes/Wikimedia]

"Quando se gosta, a reciprocidade é uma coisa boa," disse Elfenbein. "Você se lembra das datas, dá presentes, compartilha experiências positivas. Mas, para obter os benefícios da competição, como promoções ou aumentos, você não precisa que ela seja retribuída. E quando você não recebe esse sentimento de volta, é difícil avaliar quem está realmente competindo contra você."

Liderança e aspectos individuais

Para um gerente tentando manter uma equipe forte e coesa, a transparência e o estabelecimento de limites parecem ser a chave para manter o equilíbrio, disseram os pesquisadores.

Quanto ao aspecto individual, é preciso ficar mais atento.

"Você precisa prestar atenção mais ao que as pessoas fazem do que ao que dizem," aconselha Elfenbein. "Quando as pessoas são educadas demais para dizer algo frente a frente, você precisa de uma rede boa e forte que permita que você saiba o que as outras pessoas realmente pensam."

O trabalho foi publicado na revista Psychological Science.


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