Cure a si mesmo: Confie nas pessoas e não fique só

Cure a si mesmo: Confie nas pessoas e não fique só
A solidão pode ser tão contagiosa quanto um resfriado, mas ela tem mais a ver com como você encara sua vida social, e não com a quantidade de amigos que você tem.
[Imagem: Wikimedia/Marlith]

Sua atitude em relação às outras pessoas pode ter um grande efeito sobre sua saúde.

Ser solitário aumenta o risco de tudo, desde ataques cardíacos à depressão, demência e morte, ao passo que as pessoas que estão satisfeitas com suas vidas sociais dormem melhor, envelhecem mais lentamente e respondem melhor às vacinas.

O efeito é tão forte que curar a solidão é tão bom para sua saúde quanto deixar de fumar, segundo John Cacioppo, da Universidade de Chicago (EUA), que passou sua carreira estudando os efeitos do isolamento social.

E, não se engane, isso não tem nada a ver com conhecer e sair com um grande número de pessoas.

"É provavelmente a descoberta comportamental mais poderosa do mundo," concorda Charles Raison, da Universidade Emory (EUA), que estuda interações mente-corpo. "Pessoas que têm vida social rica e quente e relacionamentos abertos não ficam doentes e vivem mais tempo."

Conexões fortalecedoras

Todos esses efeitos ocorrem em parte porque as pessoas que estão sós muitas vezes não se cuidam bem, mas Cacioppo diz que há mecanismos fisiológicos diretos também - relacionados, mas não idênticos, aos efeitos do estresse.

Um de seus estudos mostrou que, em pessoas solitárias, os genes envolvidos na sinalização do cortisol e na resposta inflamatória estavam sobre-regulados.

Uma pessoa isolada pode estar em maior risco de trauma físico, ao passo que estar em um grupo pode reforçar as respostas imunológicas necessárias para combater vírus, que se disseminam facilmente entre as pessoas em contato próximo.

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Como acabar com a solidão

Essencialmente, as diferenças verificadas pelos pesquisadores se relacionam mais fortemente com a forma como as pessoas se sentem conectadas, e não com o tamanho real da sua rede social.

Ou seja, acabar com a solidão não tem a ver com passar mais tempo com outras pessoas.

Cacioppo acredita que o que importa é a nossa atitude em relação aos outros: pessoas solitárias se tornam excessivamente sensíveis às ameaças sociais e encaram os outros como potencialmente perigosos.

Em uma revisão de estudos anteriores, ele descobriu que encarar esta atitude em relação aos outros reduz a solidão mais do que dar às pessoas mais oportunidades de interação ou o ensino de habilidades sociais (Annals of Behavioral Medicine, vol. 40, p. 218).

Se você se sente satisfeito com sua vida social, se você tem um ou dois amigos próximos, não há nada para se preocupar.

"Mas se você está sentado lá, se sentindo ameaçado pelos outros e como se você estivesse sozinho no mundo, isso é provavelmente uma razão para tomar alguma providência," diz Cacioppo.


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