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31/03/2016

Descoberta questiona teoria dos genes essenciais

Redação do Diário da Saúde
Descoberta questiona teoria dos genes essenciais
Nem sempre genes defeituosos causam doenças graves. A evolução genética também foi sacudida recentemente com a descoberta de um novo mecanismo de hereditariedade.[Imagem: Antony Jose]

Evolução essencial

Os cientistas até agora consideravam que existem alguns "genes essenciais", sem os quais uma célula não conseguiria sobreviver.

Mas esse conceito de "essencialidade genética" acaba de ser contestado.

As células podem sobreviver mesmo quando perdem determinados genes até agora considerados essenciais.

A descoberta tem importantes implicações para a compreensão de como as células se adaptam a situações difíceis e deverá ajudar a superar o problema da resistência bacteriana aos antibióticos e outros medicamentos.

Gene essencial

Um gene essencial vinha sendo definido como um gene que é crítico para a sobrevivência de uma célula: desligue um gene essencial e a célula vai morrer.

Esta definição, presentes nos livros-texto, é a base de muitos tratamentos: medicamentos são desenvolvidos para bloquear genes essenciais em células cancerosas e micróbios patogênicos, matando assim essas células perigosas.

A nova descoberta pode explicar porque esses medicamentos algumas vezes não funcionam como esperado, dizem Giulia Rancati e Norman Pavelka, do Instituto ASTAR de Cingapura.

Eles descobriram que, com o tempo, as células podem passar por processos evolutivos que lhes permitem adaptar-se à ausência de certos genes previamente considerados essenciais.

Tipos de genes

Isto significa que existem três categorias de genes: genes essenciais não evoluíveis, genes não essenciais e uma classe de genes entre esses dois extremos, que a equipe chamou de genes essenciais evoluíveis.

"Nosso estudo mostra que alguns genes essenciais são mais essenciais do que outros," explicou Rancati.

A descoberta provocou uma ampla gama de reações da comunidade genética. "Até agora temos enfrentado respostas cobrindo todo o espectro, do 'Claro, nós vemos isso acontecendo o tempo todo!' até 'Isso não pode estar certo. Você deve ter cometido um erro!'," contou a pesquisadora.

Com os resultados sendo confirmados por outras equipes, a descoberta deverá ter grande impacto no desenvolvimento de medicamentos.

Visar os genes essenciais verdadeiros, ao invés de genes essenciais evoluíveis, que podem se modificar, aumentará muito a chance de encontrar uma droga para a qual os microrganismos não desenvolverão resistência.


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