Cientistas desenvolvem detector portátil de cocaína

Cocaína na saliva

A Escola Politécnica Federal de Zurique (ETH, na sigla em alemão) está desenvolvendo um sensor portátil capaz de detectar a concentração de cocaína em um indivíduo a partir de uma simples amostra de saliva.

"Os exames rápidos que a polícia realiza na rua não oferecem informações exatas sobre a concentração da droga, mas sim um resultado positivo ou negativo de uso, falso por vezes e que, portanto, não é reconhecido nos tribunais," afirma Markus Sigrist, membro da equipe de desenvolvimento.

Em casos mais graves, a solução é levar o suspeito até um hospital, onde é feito um exame de sangue, mas que tampouco fica pronto na hora, impedindo medidas como a prisão em flagrante.

Sensor de cocaína

O projeto multi-institucional envolve o desenvolvimento de um sensor óptico que opera na faixa do infravermelho.

Parece fácil, mas os físicos precisaram de três anos de trabalho para definir o espectro de absorção específico da cocaína e excluir a influência de outras substâncias.

"Nós descartamos todas as possibilidades como álcool, cafeína, diluentes, pílulas para dor de cabeça e outros," conta Sigrist. "Com base no que obtivemos até agora, foi necessário um ano para depurar os resultados analíticos até um limite de nanograma por mililitro."

Segundo o pesquisador, a expectativa é que um analisador portátil de saliva, capaz de detectar a cocaína na hora, esteja disponível no mercado dentro de três anos.


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