Dieta e meditação retardam envelhecimento das células

Dieta e meditação retardam envelhecimento das células
Ácidos graxos como o ômega-3 restauram os telômeros, que encurtam com o envelhecimento.
[Imagem: Wikimedia/Ufinne]

Uma rotina rígida de exercícios físicos, dieta e meditação podem reduzir o ritmo de envelhecimento celular.

É o que defende a equipe do Dr. Dean Ornish, da Universidade da Califórnia (EUA).

Embora não seja um estudo conclusivo, porque foi baseado em um número pequeno de homens, houve mudanças claras nas células dos homens que adotaram uma dieta à base de vegetais e seguiram à risca uma rotina recomendada de exercícios físicos.

Eles passaram a fazer meditação e ioga, com o intuito de se livrar do estresse.

Na verdade, já se sabe que a meditação produz mudanças genéticas que melhoram a saúde.

Segundo os cientistas, as mudanças estão relacionadas às capas protetoras nas extremidades dos cromossomos, chamadas telômeros.

O papel desses dispositivos é proteger a extremidade do cromossomo e prevenir a perda de informação genética durante a divisão celular.

À medida que o ser humano envelhece e suas células se dividem, os telômeros diminuem de tamanho - sua estrutura fica enfraquecida, enviando uma espécie de "mensagem" às células para que elas parem de se dividir e morram.

Os pesquisadores sempre se questionaram se esse processo seria inevitável ou poderia ser interrompido ou mesmo revertido.

No grupo de 10 homens que mudou o estilo de vida, o comprimento dos telômeros aumentou cerca de 10%.

Comparativamente, a extensão dos telômeros diminuiu, em média, 3% no grupo restante de 25 homens que não adotaram qualquer mudança em seus hábitos.

Todos os voluntários tinham histórico de câncer de próstata.

Mas, segundo Ornish, "as implicações desse estudo podem ir além de homens com câncer de próstata. Se validado por estudos controlados feitos de forma aleatória em larga escala, essas mudanças de estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de uma grande variedade de doenças e de mortalidade precoce".

"Nossos genes, e nossos telômeros, são uma predisposição, mas não necessariamente o nosso destino," finalizou.


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