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26/04/2016

Nova tecnologia quantifica efeitos da ablação na próstata

Redação do Diário da Saúde

Ablação

Pesquisadores da Universidade Case Western Reserve (EUA) desenvolveram uma técnica para analisar imagens de ressonância magnética que está esclarecendo os efeitos de um tratamento cada vez mais usado para o câncer de próstata.

A análise das imagens permite medir quantitativamente os riscos de um procedimento conhecido como ablação e mostrar se as alterações na forma da próstata induzidas pelo tratamento estão ou não associadas com uma maior recorrência do câncer.

"Os riscos das cirurgias e da radioterapia são bem conhecidos. Esta tecnologia de análise de imagem pode ajudar-nos a compreender os riscos da ablação," resume o Dr. Anant Madabhushi, coordenador da equipe.

Algo que está sendo feito

O câncer da próstata pode apresentar vários níveis. Aqueles de "baixo grau" têm um risco baixo de progredirem, dispensando os tratamentos e podendo ser apenas monitorados. Mas outros são suficientemente graves para exigir tratamentos imediatos, incluindo cirurgia e radioterapia.

Se o tratamento radical tem suas próprias complicações, o monitoramento também traz ansiedade a muitos pacientes. Nesses casos, é comum a realização de uma ablação a laser guiada por ressonância magnética, um tratamento de efeito localizado.

Mas o que os médicos e cientistas ainda não sabem responder é: O que acontece com a próstata após a ablação e quais são seus efeitos de longo prazo?

Deformações na próstata

As análises iniciais com a nova ferramenta, feitas em uma amostra inicial de apenas oito pacientes, mostraram que a ablação não apenas reduz o tamanho da próstata, mas também gera deformações na glândula.

"Se o paciente tiver uma recorrência de um câncer ativo, será que a mudança de forma [da próstata] está envolvida?" pergunta Madabhushi. "Se for assim, será que a mudança nos permite prever o resultado, atuando como um biomarcador precoce?"

Para tentar responder a estas questões, a equipe agora iniciou um acompanhamento com 40 pacientes, que serão monitorados ao longo de cinco anos, para verificar a eventual conexão entre as deformações da próstata e o risco de recorrência do câncer ou sua conversão em um tipo agressivo.


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