Eletrodo nacional reduz custo de exame da retina

Eletrodo nacional reduz custo de exame da retina
O eletrodo tem cerca de 3 centímetros e é feito de fibra de tecido com um filamento de prata.
[Imagem: Agência Fapesp]

Eletrorretinografia

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveram uma versão nacional de um eletrodo usado na eletrorretinografia (ERG).

O exame permite avaliar respostas elétricas da retina a estímulos luminosos, ajudando no diagnóstico de doenças oculares.

"O Brasil atualmente importa esses eletrodos, que são descartáveis e custam entre US$ 30 e US$ 40 cada. Desenvolvemos um produto similar, mas com preço quatro vezes menor", contou Adriana Berezovsky, coordenadora da pesquisa.

Eletrodo

O eletrodo tem cerca de 3 centímetros e, como a versão importada, é feito de fibra de tecido com um filamento de prata.

Durante a realização do exame, o equipamento é introduzido no saco conjuntival da pálpebra inferior, permitindo captar os sinais elétricos emitidos pelas células da retina em resposta aos estímulos luminosos disparados pelo aparelho de eletrorretinografia.

"Não há necessidade de anestesia. O paciente sente apenas um leve incômodo durante a colocação", afirmou Berezovsky.

Células da retina

A retina humana possui dois tipos de fotorreceptores, que são células responsáveis por captar a luz e retransmitir o impulso elétrico para outras células e para o nervo óptico.

"Os bastonetes são responsáveis pela visão noturna e os cones, pela diurna. Mas algumas doenças causam a morte dessas células. Isso pode levar, por exemplo, à cegueira noturna ou à perda de visão periférica", explicou a pesquisadora.

A eletrorretinografia permite avaliar o funcionamento dos cones e dos bastonetes e, segundo Berezovsky, pode ajudar o oftalmologista a identificar problemas que, muitas vezes, precedem alterações perceptíveis no exame de fundo de olho, no qual o médico visualiza as estruturas que formam a retina.


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