Ergonomia: digitar no celular é pior do que usar o computador

Ergonomia: digitar no celular é pior do que usar o computador
O que ocorre com os jovens é que a maioria digita no celular sentado sem o apoio correto para as costas e muito longe da postura ideal.
[Imagem: Wikimedia/Paul Martin Lester]

Problemas de postura

A maioria dos jovens até 21 anos afirmou preferir enviar mensagens de texto pelo celular do que usar o e-mail ou fazer uma ligação para falar com os amigos.

Mas pesquisadores da área de ergonomia estão começando a se preocupar se a posição física assumida durante a composição das mensagens está colocando esta nova geração sob riscos de saúde até agora reservados apenas aos adultos mais maduros, que trabalham no computador há muitos anos.

Dores nos ombros e no pescoço

Judith Gold, da Universidade Temple (EUA) acredita já ter os elementos suficientes para confirmar que isto está de fato acontecendo.

Ela apresentou os resultados preliminares de sua pesquisa que mostram que dores nos ombros e no pescoço estão intimamente relacionadas com o uso mais ou menos intensivo das mensagens de texto no celular.

"O que vimos até agora é muito similar ao que verificamos com os trabalhadores de escritório que passam a maior parte do seu tempo na frente de um computador," explica ela.

Postura inadequada

"A forma como o corpo se posiciona durante a composição da mensagem no celular - costas e ombros parados enquanto os dedos movem-se rapidamente - é similar à posição adotada na digitação."

Isto, é claro, quando as pessoas assumem uma postura correta. O que ocorre com os jovens é que a maioria digita no celular sentado sem o apoio correto para as costas e muito longe da postura ideal.

"Mas, devido às similaridades na posição corporal, as descobertas feitas pelas pesquisas sobre as lesões causadas pelos esforços repetitivos no uso dos computadores podem ser aplicadas também no caso da digitação das mensagens de texto em celulares," diz Judith.

Doenças da digitação

Os estudos sobre o uso excessivo do computador mostram que os trabalhadores estão sujeitos principalmente a problemas de saúde como a síndrome do túnel do carpo, a bursite e a tendinite.

Durante a pesquisa, Judith utilizou câmeras de infravermelho, programas de análise de movimento e monitores de frequência cardíaca para analisar a posição corporal dos estudantes.

"Olhando ao redor no campus [da Universidade], você pode ver dezenas de estudantes com seus telefones celulares, digitando mensagens. É nessa faixa etária que eles digitam mais. Assim, é importante saber quais efeitos isto terá sobre a saúde para sabermos se haverá danos a longo prazo."


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