EUA querem aprender com Brasil sobre doação de leite humano

EUA querem aprender com Brasil sobre doação de leite humano
Nos EUA o leite materno é vendido por U$34,00 o litro.
[Imagem: Umich]

Doação de leite humano

O leite humano é o melhor alimento para os bebês, mas muitas mulheres são incapazes de alimentar seus filhos devido a doenças, medicação, falta de instrução e outros motivos.

Mas este problema é bem menor no Brasil, que tem atualmente 213 bancos de leite materno em todo o país - a maior rede do mundo.

Por outro lado, é um grande problema para as mães nos Estados Unidos, que dispõem de apenas 14 bancos de leite para receber leite doado e fornecê-los para as crianças em necessidade.

Descobrir como o Brasil tem sido tão bem sucedido com bancos de leite é o objetivo da pediatra Lisa Hammer. Junto com outros profissionais de saúde da Universidade de Michigan, ela veio ao Brasil aprender com a experiência nacional.

"Foi tão poderoso e tocante ver mães doando leite no Brasil e toda a conscientização pública que existe," disse Hammer, que se uniu à João Aprígio Guerra de Almeida, coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, sediada do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Fiocruz, para desenvolver iniciativas de educação e pesquisas colaborativas sobre leite humano.

Venda de leite humano

O sistema de banco de leite humano brasileiro é o principal responsável por um declínio de 73% na mortalidade infantil nas últimas duas décadas.

O Brasil é conhecido internacionalmente pela sua rede de bancos de leite humano bem organizada, bem regulamentada e de baixo custo, além da ampla aceitação social das práticas de aleitamento materno e doação de leite humano.

O leite materno doado para um banco passa por um processo de seleção, classificação e pasteurização e é então distribuído aos bebês internados em unidades neonatais.

Nos Estados Unidos, o sistema de banco de leite fica muito aquém da demanda e basicamente não é regulamentado.

"Aqui o leite materno é vendido por U$ 4,00 por onça (0,118 litro). É uma barreira significativa e no Brasil essa barreira foi removida em grande parte devido ao financiamento do governo," explica Hammer.

"O Brasil é capaz de realizar mais com menos recursos", disse Hammer. "Mesmo com altos padrões de qualidade, eles ainda conseguem de manter o custo baixo."

Do pobre para o rico

A delegação norte-americana incluiu médicos, enfermeiros, nutricionistas, consultores de lactação e estudantes de saúde pública da Universidade de Michigan.

Eles vão trabalhar diretamente com os colaboradores brasileiros em busca de experiência prática e planejam desenvolver projetos internacionais com foco em aleitamento materno, leite humano e nutrição infantil.

Esta semana experimental deve começar a definir o cenário para uma parceria internacional, que potencialmente será que um exemplo de como a colaboração global pode melhorar a saúde infantil em todo o mundo - ainda que a experiência saia do Terceiro Mundo em direção ao Primeiro Mundo.


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