Fazer os estudantes lavarem as mãos exige mais do que água e sabão

Fazer os estudantes lavarem as mãos exige mais do que água e sabão
Quando o assunto é a higienização pessoal, principalmente das mãos, o caminho está repleto de boas intenções. E os resultados nem sempre são os esperados.
[Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr]

Hábito esquecido

A prevenção contra a Gripe A colocou novamente em pauta um hábito que se poderia considerar como fazendo parte do dia-a-dia de toda a sociedade: lavar as mãos.

Mas, quando o assunto é a higienização pessoal, principalmente das mãos, o caminho está repleto de boas intenções. E os resultados nem sempre são os esperados.

"Muitos estudantes dizem que lavam as mãos rotineiramente. Mas mesmo em uma situação de epidemia, muitos estudantes simplesmente não lavam," diz o pesquisador Douglas Powell, da Universidade do Kansas (EUA).

Aglomerações

Na América do Norte e na Europa, ao contrário do Brasil, a maior preocupação com a Gripe A começa na próxima estação e, sobretudo, com a chegada do inverno. Mais do que nos países tropicais, a população das regiões sujeitas a neve fica muito mais em lugares fechados nas estações mais frias.

Powell e seus colegas estudaram o comportamento dos estudantes durante uma epidemia de norovírus que infeccionou cerca de 340 estudantes em uma universidade do Canadá.

Intenção e prática

Respondendo a uma pesquisa, 83% dos estudantes afirmaram lavar as mãos conforme recomendado, ao mesmo tempo em que diziam acreditar que menos da metade dos seus colegas estava fazendo isto.

Ao observar o comportamento real dos estudantes, contudo, os pesquisadores descobriram que apenas 17% deles atendiam a uma recomendação estampada na entrada da cantina, onde o potencial para a contaminação cruzada é mais alta.

Cartazes mais chocantes

Os pesquisadores afirmam que, além de fornecer os elementos básicos para a lavação das mãos - água corrente em abundância, sabão e toalhas de papel - os estudantes precisam estar expostos a uma grande variedade de mensagens que encorajem continuamente a prática da higiene das mãos.

"Dizer as pessoas para lavar suas mãos ou colocar cartazes que digam 'Lave suas mãos' não é o suficiente," dizem eles. "As autoridades de saúde precisam ser mais criativas com suas técnicas de comunicação e com suas mensagens."

O estudo afirma ser necessário apelar para meios de comunicação onde os estudantes interagem, como os sites de relacionamento, além de cartazes com imagens mais surpreendentes e chocantes.


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