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19/01/2016

Gene que pararia câncer faz câncer colorretal se espalhar

Redação do Diário da Saúde
Gene que pararia câncer faz câncer colorretal se espalhar
Enquanto as carnes industrializadas são cancerígenas, as ameixas secas reduzem o risco de câncer de cólon.[Imagem: Heather Luis/USDA]

Gene de duas caras

Um gene que que vem sendo associado com a eliminação do crescimento e da metástase de vários tipos de câncer tem o efeito oposto em algumas formas de câncer colorretal.

Embora mostre a dificuldade dos estudos envolvendo a genética e o câncer em geral, a descoberta pode ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos específicos para o câncer colorretal.

"Havia sido anteriormente demonstrado que o gene conhecido como Sprouty2 protege contra metástases, a disseminação do câncer para outras partes do corpo, no câncer da mama, da próstata e no câncer do fígado," diz o professor Sharad Khare, da Universidade de Missouri (EUA).

"No entanto, nossos estudos moleculares mais recentes descobriram que este gene pode de fato ajudar a promover a metástase, em vez de suprimi-la," acrescentou.

Gene Sprouty2

Há anos pesquisadores de várias partes do mundo têm estudado o Sprouty2 em modelos de células de câncer, animais de laboratório e amostras de biópsias humanas, com resultados bastante consistentes quanto ao "efeito protetor" do gene quanto à metástase.

O que se descobriu, contudo, é que esse gene funciona de forma totalmente diferente no câncer colorretal.

Nos demais cânceres já estudados, o Sprouty2 bloqueia circuitos moleculares que impedem que as células cancerosas cresçam e se espalhem para outras partes do corpo. No entanto, no câncer colorretal, ele aumenta a capacidade metastática das células de câncer.

Metástase do câncer colorretal

"Esta descoberta é um passo muito significativo na nossa compreensão da metástase do câncer colorretal, mas é importante notar que acreditamos que esse fenômeno possa ocorrer apenas em um subconjunto dos pacientes com câncer colorretal", ressalta o professor Khare.

"Nós ainda não sabemos por que isto acontece, mas esperamos determinar se existe uma correlação entre o aumento da regulação desse gene e a expectativa de vida dos pacientes com câncer colorretal. Estudos futuros nos ajudarão a entender quem pode estar em maior risco e, finalmente, se tratamentos personalizados podem ser planejados para atingir este gene," concluiu.


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