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07/01/2012

Anvisa quer pão francês com menor teor de sal

Com informações da Agência Brasil
Anvisa quer pão francês com menor teor de sal
Uma das dicas do guia é a diminuição da adição de sal à farinha de trigo, um dos ingredientes da massa do pão. [Imagem: Agência Brasil]

Sal do pãozinho

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou um guia com orientações para que as padarias e outras empresas de alimentação fabriquem o tradicional pão francês com menor teor de sal.

Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE mostram que o brasileiro consome pelo menos um pão francês por dia, principalmente no café da manhã ou no lanche da tarde.

Uma unidade do pãozinho, com peso médio de 50 gramas, tem cerca de 320 miligramas (mg) de sódio (correspondente a 40% da composição do sal).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda consumo diário de 2 mil mg, equivalente a uma colher de chá de sal. O brasileiro consome em média 3.200 mg de sódio por dia.

Menos sal nos alimentos

Uma das dicas do guia é a diminuição da adição de sal à farinha de trigo, um dos ingredientes da massa.

Em dezembro passado, o Ministério da Saúde e as indústrias de massa, trigo e panificação firmaram acordo que prevê a diminuição dos atuais 2% de sal no pão francês para 1,8% até 2014.

Batatas fritas, bolos prontos, salgadinhos de milho e biscoitos recheados também estão na lista do acordo.

"Isso significa que em 2011 uma receita que utiliza 50 quilos de farinha de trigo e que, tradicionalmente, é adicionada de 1.000 gramas de sal (2% da base de farinha de trigo) terá a quantidade desse produto diminuída para 950 gramas (1,9% da base de farinha de trigo) até o fim de 2012 e para 900 gramas (1,8% da base de farinha de trigo) até o fim de 2014", diz o guia de boas práticas.

Pesagem dos ingredientes

Outra recomendação é pesar a quantidade de ingredientes da receita em uma balança. Não é aconselhável usar xícaras, copos e colheres como medidores, porque não garantem precisão.

"Se realizada de forma incorreta, [a pesagem] pode comprometer a qualidade do produto final e até mesmo acarretar danos à saúde do consumidor. Por exemplo, se a adição de sal for maior do que a recomendada, o produto final terá maior quantidade de sódio e, consequentemente, poderá influenciar na pressão arterial e aumentar o risco de doenças cardiovasculares," afirma a Anvisa.

A adoção do guia é voluntária.

De acordo com pesquisa do IBGE, mais de 81% dos garotos e 77% das meninas na faixa etária de 10 a 13 anos ingerem sódio além do máximo tolerável. A ingestão excessiva contribui para a pressão alta, doenças cardíacas e renais.


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