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14/08/2015

Hospital quer reduzir a zero dor em pacientes operados

Com informações da SES

Saúde do Homem

O Centro de Referência em Saúde do Homem, em São Paulo, lançou uma campanha que tem como objetivo reduzir a zero os quadros de dor nos pacientes operados.

A iniciativa, batizada "Agosto sem dor" e voltada ao treinamento de médicos e enfermeiros, foi idealizada para aprimorar técnicas e protocolos que identificam mais rápido os sintomas de dor em pacientes internados que passaram por cirurgias urológicas.

Durante todo este mês de agosto, além de treinamentos, palestras e faixas espalhadas pelo hospital, os profissionais de saúde utilizarão um crachá amarelo com a pergunta: "De 0 a 10 qual é o nível de dor que você está sentindo?". O crachá reproduz o desenho da Escala Visual Analógica (EVA), utilizada como padrão mundial para aferir a dor dos pacientes.

"A ideia de destacar a EVA no jaleco ou uniforme do médico fará com que tanto médicos, enfermeiros e o próprio paciente tenham mais adesão a campanha e solicitem mais rápido a intervenção para o controle da dor", explica a médica Susana Miyahira, anestesiologista e especialista em dor.

Analgésico oral ou na veia

De acordo com a especialista, no treinamento serão reforçados os critérios para aplicação de analgésicos, entre outros medicamentos específicos para cada tipo de dor.

A proposta que prevê a eliminação de dor entre os internados também fará com que os profissionais de saúde garantam uma melhor avaliação sobre a eficácia dos tratamentos oferecidos para cada paciente. "A dor interfere na qualidade do tratamento clínico. A pessoa com dor não consegue comer, não consegue dormir e a dor constante causa outros comprometimentos que prejudicam a melhora efetiva do paciente", afirma Miyahira.

A campanha também propõe desmistificar a lenda sobre a eficácia mais rápida de analgésicos orais versus injetáveis. "Existe uma falsa ideia sobre a rapidez da ação de medicamentos na veia ou por boca. Esses protocolos auxiliam na compreensão sobre a melhor via, pois nem sempre a aplicação de medicamentos analgésicos administrados na veia são adequados para todos os pacientes", reforça o urologista e coordenador do Centro do Homem, Cláudio Murta.


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