Instituto Nacional do Câncer cria atendimento pediátrico de emergência

Emergência pediátrica

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) inaugura nesta terça-feira, 24, um setor voltado exclusivamente para o atendimento de emergência de crianças e adolescentes portadores dos diversos tipos da doença.

A Emergência Pediátrica de câncer, que funcionará 24 horas por dia, deverá permitir um aumento de 25% no número desse tipo de atendimento, que atualmente é de 200 por mês.

Além disso, o INCA pretende reduzir em 50% o tempo de espera e em 10% o número total de internações infantis.

Hospital infanto-juvenil

A Emergência Pediátrica possui uma ambientação própria para os pacientes infanto-juvenis, localizado no térreo do edifício-sede do INCA, na Praça Cruz Vermelha 23, no centro do Rio de Janeiro.

A criação do novo setor foi possível graças ao apoio da Fundação do Câncer, Instituto Ronald McDonald e do INCAvoluntário (o voluntariado da instituição). A emergência infantil contou com investimento de R$ 882 mil, incluindo a realização das obras, a compra dos equipamentos e os primeiros 12 meses de funcionamento.

Antes da iniciativa, o atendimento de emergência de crianças e adultos era realizado num mesmo espaço. "A nova emergência infantil propiciará, ambiente adequado, com equipe especializada, maior agilidade no tratamento e, consequentemente, maior bem-estar para as crianças e melhores resultados dos tratamentos", observa Sima Ferman, chefe do Serviço de Pediatria do INCA.

Números do câncer infantil

No ano passado, o setor pediátrico do INCA realizou 9.120 atendimentos ambulatoriais e 5.556 em quimioterapia, além de 1.056 internações. Foram abertos 280 prontuários. São realizados anualmente 2.400 atendimentos de emergência no ambulatório de Pediatria e, com a abertura da emergência pediátrica, se espera aumentar para 3.000 atendimentos/ano.

O câncer destaca-se como a mais importante causa de óbito dentro da faixa etária de 1 a 18 anos. O câncer pediátrico representa cerca de 3% de todos os cânceres que acometem a população. No Brasil, excluindo-se as causas externas, é a principal causa de morte, por doença, na faixa etária de 5 a 18 anos.

Diagnóstico precoce

De modo diferente de diversos tipos de câncer do adulto, não há confirmação de que existam fatores ambientais envolvidos no aparecimento do câncer infanto-juvenil, para que sejam desenvolvidas estratégias de prevenção específicas. Portanto, a forma mais efetiva de controlar a doença em crianças e adolescentes é o diagnóstico precoce, aliado ao tratamento adequado num centro especializado e qualificado para esta assistência.

"Com esse modelo de atenção, aliado a diversas formas de suporte social para as famílias, que necessitam um longo período de dedicação ao paciente em tratamento, é possível alcançar os melhores resultados, como nos países desenvolvidos", afirma Sima Ferman.


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