Laboratório portátil de análises clínicas e DNA torna-se realidade

Nova geração de biossensores portáteis torna-se realidade
À esquerda vê-se o esquema do biossensor, com os quatro diodos e o fotodiodo no centro, além da eletrônica integrada. À direita está o protótipo, com destaque para a tela LCD onde são lidos os resultados.
[Imagem: American Chemical Society]

Cientistas de Cingapura apresentaram o primeiro biossensor totalmente portátil e capaz de fazer análises de DNA e identificar inúmeros tipos de doenças e ameaças biológicas sem nem mesmo a necessidade de um computador acoplado.

Detecção de doenças e exames de DNA

É o primeiro protótipo a demonstrar todas as funcionalidades de uma nova geração de biossensores que vem sendo apregoada há anos por inúmeros cientistas ao redor do mundo, e que poderão permitir a detecção imediata de agentes patogênicos em locais distantes e sem acesso a laboratórios ou mesmo aos mais simples equipamentos de diagnóstico médico.

Do tamanho de um palmtop, o biossensor congrega todos os equipamentos necessários para a detecção instantânea de micróbios, toxinas e agentes infecciosos, além da identificação de DNA.

Biossensor portátil

Pavel Neuzil e Julien Reboud, os criadores do biossensor portátil, explicam que o novo dispositivo utiliza um método já conhecido para a detecção de DNA, proteínas e células, baseado na interação dessas biomoléculas com a luz.

Já existem biossensores capazes de fazer todas estas funções, mas eles são caros, grandes e exigem, além de uma fonte externa de energia, que um computador acoplado externamente rode os programas necessários para que os resultados sejam interpretados.

Leitura imediata dos resultados

No novo biossensor portátil, as amostras são colocadas sobre uma superfície nanoestruturada, onde sua interação com a luz é medida por meio de uma técnica conhecida como LPSR (Localized Surface Plasmon Resonance).

Os grandes e caros analisadores de espectro - utilizados para medir as variações na luz depois que ela interage com a amostra e identificar as biomoléculas - foram substituídos por quatro LEDs simples, cada um deles emitindo luz pulsada em diferentes comprimentos de onda.

Depois de refletida pelas amostras a serem analisadas, a luz composta dos quatro LEDs é capturada por um único fotodiodo. A corrente de saída do fotodiodo é uma onda composta que pode então ser demultiplexada para indicar a identidade das moléculas encontradas.

Feitas a demodulação e a demultiplexação do sinal composto, os quatro sinais de saída são convertidos em formato digital por conversores A/D e mostrados na pequena tela de LCD de quatro polegadas que integra o biossensor.

Fonte: Laboratório portátil de análises clínicas e DNA torna-se realidade


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