Lente de contato com medicamento supera colírios

Lente de contato com medicamento supera colírios
A lente de contato com medicamento pode ser fabricada com ou sem correção visual.
[Imagem: John Earle/Harvard]

Lente de contato médica

Uma lente de contato capaz de liberar medicamento lentamente nos olhos promete melhorar o tratamento de pacientes com condições que exigem o uso de colírios, como os portadores de glaucoma.

A nova lente de contato possui uma fina película de polímero na qual o medicamento latanoprosta é incorporado, liberando-o aos poucos e de forma precisa.

Como o filme com a droga fica apenas nas bordas da lente, seu centro é claro e normal, permitindo a correção visual, a respirabilidade e a hidratação do olho. As lentes também podem ser fabricadas sem grau, para as pessoas que não precisam de óculos.

O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Embora não haja cura, medicamentos oculares que baixam a pressão ocular podem evitar a perda da visão.

Latanoprosta

Os primeiros testes mostraram que a aplicação do medicamento pela lente de contato pode ser mais eficaz do que a aplicação da droga por meio de gotas.

"Comprovamos que a lente de contato de baixa dosagem dispensa a mesma quantidade de latanoprosta para redução da pressão ocular que as gotas; e uma lente de dosagem mais elevada apresentou melhor redução da pressão intraocular do que as gotas," contou o Dr. Joseph Ciolino, professor de oftalmologia da Escola de Medicina de Harvard (EUA).

"Com base nos nossos dados preliminares, as lentes não só têm o potencial de melhorar a adesão dos pacientes ao tratamento, mas também o potencial de proporcionar melhor redução da pressão do que as gotas," acrescentou.

Dificuldade de pingar colírio

O entusiasmo dos pesquisadores se justifica porque os tratamentos com colírio têm adesão muito baixa, com estudos mostrando que até metade dos pacientes não pingam as gotas nos olhos nos horários indicados devido à dificuldade da operação e por não ter alguém em casa para aplicar. Além disso, é comum a justificativa de ardor e queimação nos olhos para não usar o colírio.

A equipe, que publicou seus resultados preliminares na revista Ophthalmology, se prepara para iniciar estudos em maior escala, com um número maior de pacientes.


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