Magnetismo no cérebro reduz preconceitos e crença em Deus

Magnetismo no cérebro reduz preconceito e crença em Deus
As pessoas que receberam a estimulação magnética no cérebro mostraram 32,8% menos probabilidade de afirmarem que acreditavam em Deus, anjos ou no céu.
[Imagem: Universidade de York]

Disparos magnéticos

Um grupo de psicólogos norte-americanos garante que tanto a crença em Deus quanto o preconceito contra os imigrantes podem ser reduzidos disparando ondas magnéticas no cérebro.

Keise Izuma e seus colegas das universidades de Iorque e Los Angeles realizaram um experimento usando estimulação magnética transcraniana, uma técnica capaz de "desligar" temporariamente regiões específicas do cérebro.

Eles alvejaram o córtex medial frontal posterior, localizado perto da superfície do cérebro, alguns centímetros atrás da testa, e que também já foi alvejado com luz para melhorar a motivação.

Metade dos participantes recebeu um procedimento placebo, que não afetava seus cérebros, e metade recebeu energia suficiente para diminuir a atividade na área-alvo do cérebro. Em seguida, todos os participantes deviam primeiro pensar na morte, e, em seguida, responderem perguntas sobre suas crenças religiosas e seus sentimentos sobre os imigrantes.

Crença e descrença

De acordo com os resultados, as pessoas que receberam a estimulação magnética no cérebro mostraram 32,8% menos probabilidade de afirmarem que acreditavam em Deus, anjos ou no céu. Eles também foram 28,5% mais positivos em seus sentimentos em relação a um imigrante que criticou seu país.

"Quando nós interferimos com a região do cérebro que normalmente ajuda a detectar e responder a ameaças, vimos uma reação menos negativa, menos motivada ideologicamente [contra os imigrantes]," disse o professor Keise Izuma.

"No entanto, mais pesquisas são necessárias para entender exatamente como e por que as crenças religiosas e as atitudes etnocêntricas foram reduzidas neste experimento," ressalvou seu colega Colin Holbrook.

Sobretudo, será necessário apontar a duração dos efeitos percebidos, caso eles se confirmem em outros estudos.

Os resultados foram publicados na revista Social Cognitive and Affective Neuroscience.


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