Remoção adicional de 2mm evita retorno do câncer de mama

Boa esperança

A remoção adicional de apenas dois milímetros de tecido em torno de uma área de câncer de mama invasivo é suficiente para minimizar qualquer resíduo da doença em 98 por cento das pacientes.

A pesquisa, que será publicada na edição de novembro do International Journal of Clinical Practice, foi realizada por cirurgiões do Hospital Boa Esperança, em Sutton Coldfield, no Reino Unido.

A equipe do Dr. Stephen Ward estudou 303 mulheres que foram submetidas a cirurgia de mama no hospital entre 2002 e 2008.

Cirurgia de conservação da mama

"A cirurgia de conservação da mama, seguida pela radioterapia, é uma alternativa bem estabelecida para a remoção da mama, e estudos têm demonstrado taxas de sobrevivência semelhantes em pacientes submetidas a esses procedimentos," explica o Dr. Ward.

"Entretanto, as pacientes submetidas à cirurgia de conservação da mama são mais propensas a ter câncer recorrente e a quantidade de tecido removido ao redor do tumor, conhecido como margem de segurança, permanece controversa.

"Uma pesquisa com 200 cirurgiões de mama no Reino Unido, publicado em 2007, revelou uma grande divergência no que eles consideravam ser uma margem adequada, com 24% defendendo uma margem de 1 milímetro e 65% defendendo uma margem de 2 milímetros ou mais. O estudo destaca as diferenças na prática em unidades diferentes e a necessidade de diretrizes baseadas em evidências," explica ele.

Margem de segurança

Os médicos então colheram amostras de tecido para biópsia nas pacientes que haviam sido submetidas a cirurgias para remoção do câncer de mama, em busca de resíduos da doença.

Eles descobriram que, nas mulheres que passaram pela cirurgia por apresentarem câncer invasivo, a quantidade de doença residual, definida como a presença de câncer invasivo ou não-invasivo, reduziu-se na medida que a margem de segurança aumentou - de 35,3% quando não foi adotada nenhuma margem de segurança, para 2,4%, com uma margem de segurança de 2mm ou mais.

Entre as mulheres que passaram pela cirurgia por ter câncer não-invasivo, contudo, a taxa de doença residual foi maior e o padrão em relação à margem de segurança não permite conclusões.

"Com base nesses resultados, estamos confiantes de que uma margem de segurança de 2mm em torno da área de câncer invasivo é adequada para minimizar a doença residual, mas a margem livre equivalente para câncer não-invasivo permanece sem definição," conclui o pesquisador.


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