Mídias sociais: poucos falam muito e influenciam a maioria

O poder de difusão e a velocidade de propagação das informações nas mídias sociais têm despertado o interesse de empresas e organizações em realizar ações de comunicação em plataformas como Twitter e Facebook.

Um dos desafios com os quais se deparam ao tomar essa decisão, no entanto, é prever o impacto que as campanhas terão nessas mídias sociais, uma vez que elas apresentam um efeito altamente "viral" - as informações se propagam nelas muito rapidamente e é difícil estimar a repercussão que terão.

"Se antes uma pessoa divulgava uma informação no boca-a-boca para mais três ou quatro pessoas, agora ela possui uma audiência que pode chegar aos milhares de seguidores por meio da internet. Daí a dificuldade de prever o impacto de uma ação em uma mídia social", explica o pesquisador Claudio Pinhanez, do laboratório brasileiros de pesquisas da IBM.

Para tentar encontrar uma resposta a esse desafio, o grupo de Pinhanez juntou-se a pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) a fim de desenvolver um simulador capaz de prever o impacto das ações de comunicação em mídias sociais com base nos padrões de comportamento dos usuários.

Ativistas

Para desenvolver o simulador de rede social, foram usadas mensagens publicadas por 25 mil pessoas no Twitter do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e de seu adversário político, Mitt Romney, em outubro de 2012, último mês da campanha eleitoral presidencial norte-americana.

Os pesquisadores analisaram o conteúdo das mensagens e o comportamento dos usuários tentando identificar padrões de ações, a frequência com que postavam mensagens, se as mensagens eram mais positivas ou mais negativas e qual a influência dessas mensagens sobre outros usuários.

Uma das principais conclusões foi que a retirada dos dez usuários mais engajados nas discussões realizadas no Twitter do presidente teria mais impacto na rede social do que se o próprio Obama fosse excluído.

Ou seja, também no mundo virtual, o papel dos "ativistas", ou formadores de opinião, parece ser crucial, com um ou poucos líderes sendo capazes de arrastar multidões.

"Acho que, pela primeira vez, a comunidade científica tem algo parecido com o mapa de quem conhece quem no mundo. É um mapa ainda incompleto, cheio de erros e enviesado, mas o nosso trabalho é uma das primeiras simulações de comportamento de um número tão grande de pessoas", afirmou Pinhanez. "Antes, quando se fazia isso era, no máximo, com 300 pessoas, e era preciso ficar coletando dados por anos."


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