Morar juntos ou casar?

Com papel ou sem papel?

Viver juntos ou casar formalmente?

Será que há algum benefício emocional em cada uma dessas opções?

Via de regra, quando se trata do bem-estar emocional, os jovens casais em primeira união estarão bem tanto passando a morar juntos, quanto se casando.

Mas há uma diferença nos "ganhos emocionais" imediatos para o homem e para a mulher, na forma como cada um encara a situação, reforçando pesquisas anteriores que mostraram que homens e mulheres decidem morar juntos por razões diferentes.

Ganhos emocionais

As mulheres solteiras que estavam entrando pela primeira vez em um relacionamento duradouro apresentaram um ganho emocional similar nas duas situações, quando foram morar com o companheiro ou quando se casaram.

Já para os homens solteiros na mesma situação - entrando no primeiro relacionamento duradouro - os ganhos emocionais só foram significativos quando eles se casaram, mas não quando foram morar com uma companheira pela primeira vez.

A questão muda de figura do segundo "casamento" em diante: tanto homens quanto mulheres apresentam ganhos emocionais semelhantes, seja indo morar juntos ou se casar com os novos cônjuges.

Papel do casamento

Para Sara Mernitz, da Universidade do Estado de Ohio (EUA), responsável pela pesquisa, os resultados sugerem que o modo de encarar o casamento formal entre os jovens continua mudando.

Um estudo similar realizado nos anos 1990 mostrou ganhos emocionais claros, tanto para homens, quanto para mulheres, quando os dois se casavam, ganhos esses muito superiores a ir morar juntos - mesmo casais que moravam juntos sentiam-se muito melhor quando saíam da união informal e se casavam legalmente.

"Agora parece que os jovens, especialmente as mulheres, têm o mesmo estímulo emocional de morar juntos ou de ir diretamente para o casamento," disse ela. "Não houve nenhum estímulo adicional de se casar."

O estudo foi publicado no Journal of Family Psychology.


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