Nanotecnologia reúne saberes para cuidar da sua saúde

Nanotecnologia reúne saberes para cuidar da sua saúde
A nanotecnologia trabalha manipulando fármacos e processos celulares em nível molecular.
[Imagem: Nanomedicine]

Fronteira do conhecimento

Ela já funciona muito bem para cânceres de pele que não têm outros tratamentos, ou cujo tratamento convencional seria drástico demais.

Na lista de próximos alvos estão Parkinson, epilepsia, Alzheimer e vários outros tipos de tumores agressivos.

O agente de alta tecnologia para combater essas condições é na verdade resultado da junção de três áreas de pesquisa situadas na fronteira do conhecimento - nanobiotecnologia, fotoprocessos e engenharia de tecidos.

Estas são áreas em que vários grupos brasileiros estão alcançando destaque internacional, entre eles a equipe da USP em Ribeirão Preto (SP), por meio do Centro de Nanotecnologia Engenharia Tecidual e Fotoprocessos aplicados à Saúde.

Neste mês, a revista Nanomedicine fez um convite para que os pesquisadores Antônio Cláudio Tedesco e Fernando Lucas Primo fizessem se editorial da publicação sobre as potencialidades da junção das três áreas em busca de novas formas de cuidar da saúde.

Nanobiotecnologia, fotoprocessos e engenharia de tecidos

A nanobiotecnologia desenvolve os chamados nanocarreadores, partículas que funcionam como veículos em escala nanométrica capazes de levar os medicamentos diretamente até alvo do tratamento.

Isto permite usar doses muito menores, evitando efeitos colaterais indesejáveis e obtendo melhor resultado do medicamento.

Além de transportar medicamentos quimioterápicos, no caso do câncer de pele, os nanocarreadores também são usados para levar até o alvo biológico pigmentos sensíveis à luz para a realização da fototerapia - ou terapia fotodinâmica - cujo objetivo é matar as células malignas.

A técnica é um sucesso no tratamento do câncer de pele, e agora pesquisadores brasileiros estão começando a testá-la em cobaias para combater o câncer cerebral.

A engenharia de tecidos entrou em cena quando, recentemente, o mesmo grupo brasileiro mostrou que o fotoprocesso pode ser usado para estimular a regeneração dos tecidos - na chamada fotobiomodulação.

Tal princípio pode ser útil no tratamento de cicatrizes, queimaduras e câncer.

E a engenharia de tecidos vai além: os cientistas já trabalham no desenvolvimento de um modelo tridimensional de pele artificial, que possa ser usado como enxerto para tratamento de queimaduras ou se tornar a base para o estudo de patologias cutâneas e problemas de cicatrização.

Metas para o futuro

A meta para o futuro é desenvolver um curativo com células-tronco para ajudar a reduzir o dano causado por cirurgias para a remoção de tumores cerebrais.

"Usando ferramentas da nanobiotecnologia, desenvolvemos diferentes sistemas de veiculação para diferentes tipos de fármacos. Esses nanocarreadores ou nanoveículos variam de acordo com o alvo biológico e com a patologia a ser tratada, sendo capazes de promover um tratamento mais específico e eficaz," explicou Tedesco.

"Na linha de engenharia tecidual, trabalhamos com reconstrução de órgão, no caso, a pele. Por último, desenvolvemos estudos com fotoprocessos, tanto aplicados em fototerapia - para matar as células no caso do câncer - como em fotobiomodulação, para estimular a regeneração de tecidos e estimular respostas biológicas, concluiu o pesquisador.


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