Pais opõem-se a vacinar filhas contra HPV

Contra a vacina

Uma porcentagem crescente de pais dizem-se contrários a que suas filhas crianças e adolescentes tomem a vacina contra o vírus do papiloma humano, ou HPV.

Quase metade dos pais pesquisados acreditam que a vacina HPV é desnecessária, e um número crescente mostra preocupação com os potenciais efeitos colaterais.

Entre as razões alegadas pelos pais estão:

  1. a vacina não é recomendada;
  2. falta de conhecimento sobre a vacina;
  3. ela é desnecessária;
  4. a vacina é inadequada para a idade da criança;
  5. preocupações com a segurança e os efeitos colaterais da vacina; e
  6. a criança não é sexualmente ativa.

Há cinco anos, 40% dos pais entrevistados disseram que não iriam vacinar suas meninas contra o HPV. Em 2009, esse número aumentou para 41% e, em 2010, para 44%.

Vacinas para adolescentes

O estudo, publicado na revista Pediatrics, analisou a impressão dos pais sobre três vacinas rotineiramente recomendadas para adolescentes: uma vacina para proteger contra o HPV sexualmente transmissível; a dTpa, para difteria, tétano e coqueluche acelular; e a vacina meningocócica conjugada, ou MCV4.

Os pesquisadores verificaram que a vacina dTpa teve uma cobertura de 80% para adolescentes entre 13 e 17 anos, enquanto cerca de 63% tinham recebido a vacina MCV4. Pouco mais de 30% das meninas foram imunizados contra o HPV.

Os pais preocupados com a segurança da vacina contra o HPV aumentaram de 5% em 2008 para 16% em 2010, enquanto menos de 1% se mostraram preocupados com a segurança das vacinas dTpa e vacinas MCV4.

O Dr. Robert Jacobson, um dos autores do estudo, afirma que a vacina contra o HPV é mais eficaz em adolescentes menores do que em adolescentes mais próximas da idade adulta. Alguns médicos chegam a recomendar a vacina a partir dos 9 anos de idade.


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