Partos caseiros são menos arriscados do que partos no hospital

Partos feitos em casa são menos arriscados do que os partos feitos em um hospital, principalmente na segunda gravidez

Os dados indicam que, no geral, os riscos de complicações severas são de 1 em mil para partos caseiros e 2,3 em mil para partos nos hospitais.

Em 2012, um acompanhamento de larga escala realizado na Dinamarca, defendeu que parto não é motivo para ir para o hospital.

Agora, a conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores holandeses, publicado na revista científica British Medical Journal.

Riscos do parto em casa e no hospital

Para mulheres com gravidez de baixo risco que têm o primeiro filho em casa, as chances de precisarem de tratamento intensivo e transfusão de sangue eram pequenas e similares às das mulheres que dão à luz no hospital - 2,3 por mil em partos caseiros e 3,1 por mil para partos de hospital.

Já para mulheres na segunda gravidez, os riscos de complicações severas são bem menores em partos domiciliares. Entre essas grávidas, a chance de sofrer hemorragia pós-parto era de 19,6 por mil, em comparação com 37,6 por mil para mulheres atendidas no hospital.

Os pesquisadores, que incluem parteiras especializadas e obstetras das universidades de Amsterdã, Leiden e Nijmegen, avaliam que os dados são "estatisticamente importantes".

A pesquisa analisou cerca de 150 mil mulheres com gravidez de baixo risco na Holanda que deram à luz entre 2004 e 2006. Entre elas, 92.333 tiveram bebês em casa e 54.419 foram atendidas no hospital.

Na Holanda, partos caseiros respondem por cerca de 20% do total de nascimentos no país.

A pesquisadora Ank de Jonge salienta que as mulheres que dão à luz em casa têm menos chances de sofrer intervenções mas, em caso de emergências, "é preciso que a resposta seja eficiente", sobretudo com um sistema de ambulâncias que atenda as grávidas rapidamente.

No Brasil, 97% dos partos são feitos em hospitais, segundo o Ministério da Saúde.

Recentemente, o Conselho Federal de Medicina fez uma opção polêmica pelo parto em hospital. O maior problema é que, uma vez no hospital, a maioria dos partos é feita por cesariana.

O Sistema Único de Saúde, por meio do Projeto Cegonha, lançado em 2011, vem promovendo a capacitação e qualificação de doulas (acompanhantes) e parteiras tradicionais que fazem partos em regiões mais isoladas do país, onde há falta de hospitais e médicos.


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