Pele artificial cura 95% de pacientes com risco de amputação

Regeneração da pele

Uma terapia pioneira desenvolvida na Faculdade de Medicina da USP deverá revolucionar o tratamento de lesões graves que hoje levam à amputação de membros.

O objetivo da terapia é promover a cicatrização de feridas graves, que resistem aos procedimentos disponíveis.

A técnica baseia-se no uso de uma matriz dérmica - comumente conhecida como pele artificial - associada à terapia de pressão negativa e enxerto de pele.

Segundo o cirurgião plástico Dimas André Milcheski, responsável pelo desenvolvimento da terapia, os resultados foram surpreendentes.

A regeneração da pele atingiu, em média, 86,5% da área coberta pela pele artificial.

Evitando amputações

A eficiência da técnica foi comprovada em 20 pacientes que estavam sob ameaça de amputação de membros por apresentar feridas agudas, ou seja, com exposição do osso, tendão ou articulação.

Os ferimentos originaram-se de traumas, queimaduras ou processos infecciosos graves.

Houve integração completa do enxerto de pele sobre a matriz dérmica em 14 pacientes (70%), integração parcial em 5 pacientes (25%) e perda total apenas em 1 paciente (5%), resolvida com nova enxertia de pele.

Os ferimentos fecharam-se completamente em 95% dos pacientes.

"Estas feridas graves necessitam usualmente de cirurgias mais complexas, com técnicas microcirúrgicas para a sua resolução. Em alguns casos havia até a necessidade de amputação das extremidades afetadas. Assim, além desse tratamento ser pioneiro no Brasil, simplificou a conduta cirúrgica e preveniu a amputação de extremidades," explicou o cirurgião.


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