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27/03/2015

Pesquisadores querem acelerar testes da vacina da dengue

Com informações da Agência Fapesp

Pesquisadores do Instituto Butantan estão solicitando à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para antecipar a última fase de ensaios clínicos com a vacina contra a dengue.

Segundo os coordenadores do estudo, seria possível abreviar em até dois anos o processo de desenvolvimento do imunizante, caso a autorização seja concedida.

Se os testes forem positivos, a vacina poderia estar disponível para a população já em 2016.

"Estamos tendo excelentes resultados com os ensaios clínicos de fase 2 e queremos apressar o processo para disponibilizar mais rapidamente a vacina para a população. A epidemia está tão grande que a eficácia do imunizante seria rápida e claramente demonstrada", disse Jorge Elias Kalil Filho, diretor do Instituto Butantan.

Ensaios acelerados

O diretor do Butantan lembrou que, diante da epidemia de ebola que atingiu a África em 2014, os ensaios clínicos de algumas vacinas candidatas foram acelerados graças a um mecanismo regulatório conhecido como "via rápida", que permite em casos de urgência epidemiológica acelerar as avaliações e, até mesmo, realizar duas fases de testes simultaneamente.

Até o momento, a vacina contra a dengue já foi aplicada em cerca de 150 voluntários (outros 150 receberam placebo) e não houve registro de reação adversa grave. Os ensaios para avaliar a resposta imunológica ainda estão em andamento; porém, na avaliação de Kalil, há dados suficientes para garantir que a vacina é segura o suficiente para avançar até a terceira etapa de testes, inicialmente prevista para começar no fim de 2015.

Vacina tetravalente contra dengue

A vacina tetravalente contra a dengue - capaz de proteger contra os quatro sorotipos do vírus - vem sendo desenvolvida no instituto Butantan desde 2010, em parceria com o NIH (National Institutes of Health), dos Estados Unidos.

O efeito da vacina está sendo comparado ao do placebo em um ensaio duplo-cego randomizado, no qual tanto os pesquisadores como os voluntários desconhecem quem foi de fato imunizado.


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