Planta geneticamente modificada produz medicamento contra o câncer

Planta geneticamente modificada produz medicamento contra o câncer
Fibras da planta geneticamente modificada capaz de produzir compostos de uso medicinal no tratamento de câncer e outras doenças.
[Imagem: Donna Coveney]

Remédios que dão em árvores

Pesquisadores do MIT (Estados Unidos) conseguiram, pela primeira vez, gerar uma planta geneticamente modificada para produzir compostos químicos inteiramente novos, alguns dos quais podem ser utilizados como medicamentos em tratamentos contra o câncer e outras doenças.

A Dra. Sarah O'Connor e sua equipe produziram os novos compostos químicos manipulando as complexas rotas biossintéticas de uma planta conhecida como mirta (Vinca minor). O trabalho foi publicado no último exemplar da revista Nature Chemical Biology.

Engenharia genética

A engenharia genética já é largamente conhecida do público, e várias espécies de plantas têm sido manipuladas para serem mais resistentes a pragas ou para produzirem seus próprios inseticidas.

A novidade nesta nova pesquisa é a descoberta de uma forma para induzir as plantas a criar novos compostos químicos alterando os processos químicos da própria planta.

Alcalóides

A mirta é bastante estudada por vários pesquisadores ao redor do mundo porque ela produz uma grande variedade de alcalóides de interesse farmacológico.

Esses compostos incluem a viblastina, uma droga utilizada para tratar alguns tipos de câncer, como o linfoma de Hodgkin, as serpentinas, agentes anticâncer promissores, e a ajmalicina, usada no tratamento da hipertensão.

Enzima mutante

Agora, utilizando uma forma mutante de uma enzima envolvida em um dos primeiros passos da produção desses alcalóides, os pesquisadores desenvolveram linhagens da mirta capazes de produzir compostos que a planta nunca produziria normalmente.

A enzima permite a inserção de halogênios nos compostos produzidos. Os halogênios, por sua vez, servem como pontos de ancoragem para a adição de outros grupos químicos aos compostos, modificando sua efetividade e diminuindo a sua toxicidade.

A diminuição da toxicidade permitirá também o aproveitamento de uma série de outros compostos já produzidos naturalmente pela planta, mas que são tóxicos demais para serem utilizados como medicamentos.

A seguir, os pesquisadores planejam desenvolver novas variações genéticas da planta para produzirem novos compostos de interesse medicinal.


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