Planta medicinal é nova esperança no combate ao alcoolismo

Planta medicinal é nova esperança no combate ao alcoolismo
A Holvenia dulcis - cajueiro-japonês - é usada há séculos para combater os efeitos da embriaguez.
[Imagem: Wikipedia]

Planta medicinal anti-ressaca

Cientistas da Universidade da Califórnia (EUA) descobriram que um componente de uma planta medicinal anti-ressaca pode combater os efeitos da intoxicação alcoólica aguda, bem como os sintomas da abstinência do álcool.

Isso abre a possibilidade de que o composto venha a ser usado tanto no atendimento a pacientes em coma alcoólico quanto como um medicamento de apoio para quem quer deixar o vício da bebida.

O composto, chamado dihidromiricetina, foi extraído da planta medicinal Hovênia (Hovenia Dulcis), que possui vários nomes populares no Brasil, como cajueiro-japonês, banana-do-japão, caju-do-japão, gomari, uva-japonesa e outros.

Dihidromiricetina

Os pesquisadores descobriram que a dihidromiricetina bloqueia a ação do álcool sobre o cérebro e os neurônios, além de levar à redução voluntária no consumo de álcool.

A dihidromiricetina inibe os efeitos do álcool sobre os receptores cerebrais GABAA.

O álcool normalmente reforça a ação dos receptores GABAA de diminuição da atividade cerebral, reduzindo a capacidade de comunicação e aumentando a sonolência - sintomas comuns da embriaguez.

Assim como a planta medicinal, que é usada há séculos para combater os efeitos da ingestão excessiva de álcool, o composto também não apresentou efeitos colaterais nos testes iniciais, feitos em cobaias.

Segundo os doutores Jing Liang e Richard Olsen, o próximo passo da pesquisa é avaliar o fármaco em voluntários humanos.

Medicamentos contra o alcoolismo

A expectativa é que, além de combater o mal-estar provocado pela bebida entre aqueles que não querem parar de beber, o composto possa ser usado em situações mais graves, de intoxicação alcoólica, e no auxílio a pessoas que querem deixar o vício.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 76 milhões de pessoas são viciadas em álcool em todo o mundo, dentre as quais apenas 13% recebem um tratamento médico adequado.

Ainda segundo a OMS, a principal causa dessa falta de apoio aos alcoólatras é a inexistência de medicamentos eficazes que possam auxiliar nos tratamentos.


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