Problema cardíaco é mais fatal que cânceres mais comuns

Problema cardíaco é mais fatal que cânceres mais comuns
Sofrer de insuficiência cardíaca oferece um risco de morte maior do que ser acometido por alguns dos tipos mais comuns de câncer.
[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Problemas cardíacos

Sofrer de insuficiência cardíaca oferece um risco de morte maior do que ser acometido por alguns dos tipos mais comuns de câncer.

Para os homens, os quatro cânceres mais comuns são próstata, pulmão, colorretal e bexiga, enquanto para as mulheres são mama, colorretal, pulmão e ovário.

E o maior risco dos problemas cardíacos mostrou-se válido tanto para os homens quanto para as mulheres, garantem o professor Mamas Mamas e seus colegas das universidades Keele, Aberdeen e Manchester (Reino Unido), que analisaram dados anonimizados, coletados entre 2000 e 2011, de 393 hospitais na Escócia.

O conjunto de dados utilizado inclui informações de saúde de cerca de um terço da população escocesa, garantindo uma excepcional amostragem em termos de idade, gênero e fatores geográficos e econômicos.

Coração versus câncer

Os diagnósticos de câncer e insuficiência cardíaca acontecem na mesma idade média nos homens, mas as mulheres tipicamente apresentam quadros de insuficiência cardíaca em idade mais avançada. Apenas 5,5% de ambos os sexos que sofriam de insuficiência cardíaca não apresentavam outra doença, em comparação com 20 a 38% dos pacientes com câncer, que apresentavam várias comorbidades.

Cerca de 55,8% dos homens sobreviveram aos problemas cardíacos no período de 5 anos seguintes ao diagnóstico, o que é menos do que a sobrevida, no mesmo período, para os casos de câncer de próstata (68,3%) e câncer da bexiga (57,3%), mas superior ao câncer colorretal (48,9%) e câncer de pulmão (8,4%).

Entre as mulheres, 49,5% sobreviveram cinco anos após o diagnóstico de insuficiência cardíaca, menos do que nos casos de câncer de mama (77,7%), mas mais do que nos casos de câncer colorretal (51,5%), câncer de ovário (38,2%) e câncer de pulmão (10,4%).

"Nosso estudo mostra que, apesar dos avanços no tratamento da insuficiência cardíaca, com novos medicamentos e aparelhos, as taxas de mortalidade permanecem significativas e a insuficiência cardíaca permanece tão maligna quanto muitos dos cânceres mais comuns," disse o professor Mamas Mamas.

"Pacientes mais idosos com insuficiência cardíaca também têm outras doenças comórbidas e, portanto, compreender os efeitos [dos tratamentos] neste grupo de pacientes é importante para os clínicos. Este estudo também nos lembra que os estudos observacionais são importantes na investigação clínica porque os ensaios clínicos não incluem as pessoas mais idosas com quem tipicamente lidamos na prática clínica diária," completou o professor Phyo Kyaw Myint, coautor do estudo.


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