Próteses dentárias com ajuste têm melhor fixação

Dentadura ajustável

O sistema de fixação de próteses dentárias totais (dentaduras) conhecido como"Attachment-O-Ring" funciona como um botão de pressão no local dos caninos do paciente. Para dar maior segurança aos usuários e facilitar o trabalho dos profissionais da área, uma pesquisa da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP verificou as angulações que dão mais durabilidade ao sistema de encaixe da prótese.

Angulação

"Os resultados mostraram que com zero grau de angulação, existe um declínio bem acentuado na força de retenção da prótese, ou seja, o quanto ela está firme na boca, principalmente no segundo ano de uso da dentadura", explica a pós-graduanda Adriana Claudia Lapria Faria, autora do estudo. "Com as outras angulações estudadas, de 7º ou de 14º, notou-se que essa força se mantinha estável ao longo dos dois anos de uso".

A pesquisadora alerta que isso não significa que é melhor ter angulação, pois outros fatores estão envolvidos nesse processo, como distribuição de carga ao redor do implante, por exemplo, que pode ser crítica para o osso. "Conforme você aumenta a angulação, mais fácil fica de se soltar a prótese", explica, "mas por outro lado, maior é a durabilidade do sistema de fixação e o dentista tem a informação de quanto tempo é necessário marcar o retorno para a troca da borracha utilizada no encaixe".

"Attachment-o-ring"

Segundo Adriana, o "Attachment-o-ring" melhora o conforto e a segurança do paciente, deixando a prótese mais firme, mas também traz tranqüilidade ao dentista. "Nem sempre é possível deixar o encaixe em zero grau, em função de não haver qualidade óssea ou pela variação anatômica, e até pela viabilidade técnica, pois a inclinação na angulação é inerente ao próprio ato cirúrgico", relata Adriana.

No estudo, foram usados produtos nacionais, aponta a pesquisadora. "Temos no Departamento de Prótese da FORP uma máquina que simula a inserção e remoção das próteses, avaliando inclusive a força empregada em cada uma dessas situações, uma máquina de simulação de uso".

Simulação

A pesquisa tomou por base que um paciente insere e remove a prótese quatro vezes ao dia. "Assim, essa situação foi simulada 2,9 mil vezes para se chegar a esse resultado, que é de aplicação clínica imediata", diz Adriana. "Com esse teste, o dentista tem a tranqüilidade de saber quanto tempo o paciente pode ficar com a borracha e também que não vai haver comprometimento com uma angulação de 7 ou de 14 graus".

A pesquisa

A pesquisa Avaliação da Durabilidade de Um Sistema de Attachment O-Ring, orientada pelo professor da FORP, Ricardo Faria Ribeiro, foi premiada na 24ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Pesquisas Odontológicas (SBPqO), em Atibaia (interior de São Paulo) na primeira semana de setembro. Participam também do estudo Renata Cristina Silveira Rodrigues, Ana Paula Macedo, Maria da Glória Chiarello de Mattos, todas da FORP e Ivete Matias Sartori, consultora da empresa Neodente.


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