Próteses mamárias PIP não são tóxicas, concorda Anvisa

A reboque

Testes feitos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que as próteses mamárias de silicone da marca francesa Poly Implants Prothese (PIP) usadas no Brasil têm maior facilidade de ruptura, porém não são tóxicas.

Coincidência ou não, os resultados da Anvisa foram divulgados logo depois que um estudo realizado por pesquisadores britânicos, e anunciado mundialmente pela BBC, chegou exatamente à mesma conclusão.

A agência brasileira foi criticada no início dos acontecimentos envolvendo as próteses mamárias.

Na ocasião, a Anvisa também seguiu a reboque, com bastante atraso, das autoridades europeias.

Rompimento sem toxicidade

Das 306 amostras de implantes importados da marca analisada, 41% foram reprovadas no exame de resistência.

As análises laboratoriais conduzidas pela Anvisa revelaram uma falta de padrão entre os lotes da marca. Ou seja, a resistência da prótese varia de lote para lote, o que demonstra uma falta de controle de qualidade no processo de fabricação.

O gel usado nos produtos da PIP, no entanto, não era tóxico, conforme constatou a Anvisa. "Elas se rompem além do que é esperado, do que é garantido quando se espera", disse Dirceu Barbano, diretor-presidente da agência reguladora.

A agência não informou o laboratório onde foram feitos os testes.

Situação atual

A importação e venda das próteses mamárias da PIP estão proibidas.

O Sistema Único de Saúde (SUS) e os planos de saúde devem custear a troca dos implantes rompidos.

A partir de agora, as empresas e importadoras interessadas em vender silicone mamário no Brasil devem ter um selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).

No total, 18 fábricas deverão ser avaliadas. Desde o início da polêmica com a PIP, 15 fabricantes foram inspecionadas por técnicos da Anvisa, sendo 13 estrangeiras e duas nacionais.


Ver mais notícias sobre os temas:

Implantes

Saúde da Mulher

Próteses

Ver todos os temas >>   

A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos.
Copyright 2006-2016 www.diariodasaude.com.br. Conteúdo publicado sob licença de www.sciencetolife.com. Todos os direitos reservados para os respectivos detentores das marcas. Reprodução proibida.