Rede de telemedicina já cobre todo o Brasil

A Rede Universitária de Telemedicina (Rute) recebeu mais um núcleo, desta vez no Ceará.

Com a inauguração, a Rute passa a ter 92 núcleos inaugurados e em plena operação, localizados em hospitais universitários e de ensino, em todos os estados do Brasil. Em 2006, quando foi implantada, a Rute abrangia apenas 19 instituições pelo país.

A integração já alcança 150 hospitais universitários e de ensino e, até o final de 2014, serão implantados outros 17 núcleos, alcançando o total de 108 núcleos de telemedicina em funcionamento.

Lançada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e coordenação da RNP, a iniciativa já é considerada uma das maiores do mundo e, em 2012, recebeu a qualificação de melhor prática em telemedicina na América Latina e Caribe, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL).

Em 2013, a Rute também se destacou no cenário internacional por uma ação inédita no Brasil: a primeira transmissão de quatro cirurgias em 4K (resolução quatro vezes superior à full HD), em tempo real e de forma simultânea, diretamente do Brasil para os Estados Unidos.

Estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde não só assistiram às cirurgias detalhadamente, uma vez que o coração passou a ter o tamanho de um ser humano na tela, como discutiram com os especialistas em tempo real. Para 2014, já estão sendo planejadas duas novas transmissões de cirurgias em eventos de larga escala.

"Hoje, a Rute dispõe da infraestrutura de alta capacidade do backbone nacional da organização - a rede Ipê -, e das Redes Comunitárias Metropolitanas de Educação e Pesquisa (Redecomep). Além disso, os núcleos de telemedicina são dotados de equipamentos de ponta para comunicação em tempo real", ressalta o coordenador nacional da Rute, Luiz Ary Messina.

Rute - Rede de Telemedicina

Entre outros objetivos, a Rute não só integra e planeja conectar todos os hospitais públicos universitários e de ensino, como apoia a realização de vídeo e webconferências, análise de diagnósticos, segunda opinião formativa e educação permanente, entre hospitais universitários e universidades, através da RNP.

Também permite a integração dos núcleos com secretarias estaduais e municipais de saúde, unidades básicas de saúde e hospitais do interior.

Além disso, a rede estimula a integração e a colaboração entre profissionais de saúde por meio de Grupos de Interesse Especial (GIE). Atualmente, existem 57 GIEs que promovem debates, discussões de casos clínicos, aulas e diagnósticos a distância, em várias especialidades e subespecialidades médicas, tais como Cardiologia, Oftalmologia e Dermatologia.

Em 2013, por exemplo, foram criados GIEs de Cirurgia Pediátrica, Hanseníase, Medicina Esportiva, Terapia Ocupacional e Reumatologia Pediátrica, entre outros.


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