Relógio biológico humano é alimentado eletricamente

Bioeletricidade

Biólogos descobriram como os neurônios que compõem o nosso relógio biológico utilizam a bioeletricidade para ajudar a manter nossos ritmos e comportamentos em ordem.

Os resultados sobre o chamado ritmo circadiano também apontam para novos rumos para as pesquisas e os tratamentos sobre os distúrbios do sono e problemas relacionados.

"Esse processo ajuda a explicar como nossos relógios biológicos mantêm uma temporização surpreendentemente eficaz," disse Justin Blau, professor adjunto na Universidade de Nova Iorque, coordenador do estudo.

Blau explica que os resultados podem oferecer novos caminhos para desenvolver tratamentos para distúrbios do sono porque a pesquisa elucida as partes do nosso relógio biológico que "podem ser particularmente sensíveis ao tratamento ou mudanças em diferentes momentos do dia."

Canais de potássio

Em um estudo anterior, a mesma equipe havia descoberto que o ritmo na expressão de um canal de potássio (Ir) ajuda a vincular o relógio biológico com a atividade dos chamados neurônios marcapassos.

Mas o IR não funciona como um simples mostrador do relógio - o canal também serve como realimentador para regular o núcleo do relógio.

Manipulando a atividade dos neurônios marcapassos, os pesquisadores mostraram que mudanças na atividade elétrica dos neurônios do relógio produzem grandes mudanças na expressão dos genes circadianos.

Liga e desligando atividade genética

Aumentando a atividade elétrica à noite, quando os neurônios do relógio biológico são normalmente bastante inativos, os pesquisadores mostraram que esses neurônios passam a apresentar um perfil de expressão gênica mais tipicamente encontrado durante a manhã.

Ao contrário, a diminuição na atividade elétrica pela manhã faz a expressão genética assumir o perfil noturno.

Em outras palavras, o estado elétrico de um neurônio-relógio pode afetar drasticamente a expressão do gene circadiano.

"O que é mais notável nesses resultados é a coordenação entre o disparo dos neurônios e a expressão gênica", observou Blau. "Este é um dos processos extraordinários que ajudam a manter os neurônios-relógio sincronizados e funcionando com tanta precisão."


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