Reposição hormonal apresenta mais riscos que benefícios para mulheres

Riscos prolongados

Novos resultados de uma pesquisa feita pela Women's Health Initiative (Iniciativa pela Saúde da Mulher) confirmam que os riscos à saúde das mulheres do uso a longo prazo da terapia hormonal combinada (estrogênio mais progestina) persistem mesmo anos depois da interrupção do medicamento e claramente superam os seus benefícios.

Os pesquisadores relatam que, cerca de três anos depois que as mulheres pararam de tomar a terapia hormonal combinada, muitos dos efeitos dos hormônios sobre a saúde, como o aumento do risco de doenças cardíacas, haviam diminuído, mas o risco geral, incluindo o risco de derrame, coágulos sangüíneos e câncer, permaneceram altos.

Maior risco de câncer

"As boas notícias é que, depois que as mulheres param de tomar a terapia hormonal combinada, seu risco de doenças do coração parece diminuir," diz a Dra. Elizabeth G. Nabel.

"Entretanto, estas descobertas também indicam que as mulheres que tomam estrogênio mais progestina continuam com um maior risco de câncer de mama, mesmo anos depois de interromper a terapia. O relatório publicado hoje confirma as conclusões primárias do estudo de que a terapia hormonal combinada não deve ser utilizada para prevenir doenças em mulheres saudáveis após a menopausa," conclui ela.

As novas descobertas resultam do acompanhamento de 15.730 mulheres com útero intacto, com idades entre 50 e 79 anos no início do estudo. As terapias com o grupo que recebeu os hormônios foram interrompidas em 2002, depois de uma média de 5,6 anos de tratamento, devido a um aumento na incidência do câncer de mama.

Estilo de vida saudável

"Nós continuamos a encorajar as mulheres a utilizar hormônios somente se necessário para os sintomas da menopausa, e pelo tempo mais curto possível, e para adotar a manter um estilo de vida saudável, ou seja, se engajar em atividades físicas regulares, manter um peso corporal saudável, consumir uma dieta com baixo índice de gordura insaturada e não fumar," recomenda a Dra. Marcia Stefanick, co-autora do estudo.


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