Anvisa alerta para riscos do consumo da ração humana

Complemento alimentar

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um alerta sobre os riscos do consumo da chamada ração humana.

De acordo com a Anvisa, esse tipo de produto não oferece todos os nutrientes necessários para uma alimentação adequada, não podendo, portanto, substituir as refeições.

De acordo com a diretora da Agência, Maria Cecília Brito, "a substituição de refeições sem a orientação de profissionais de saúde pode gerar danos, como a anemia, devido à carência de nutrientes".

Cuidados com a ração humana

As pessoas que substituem refeições pelo consumo da chamada "ração humana" estão colocando a saúde em risco porque esses produtos não fornecem todos os nutrientes necessários para uma alimentação adequada.

As formulações conhecidas como ração humana são geralmente compostas por mistura de diferentes cereais, farinhas, farelos, fibras e outros ingredientes, como: guaraná em pó, gelatina em pó, cacau em pó, levedo de cerveja, extrato de soja, linhaça e gergelim.

"O consumo de produtos com alto teor de fibras, como misturas de cereais, farinhas e farelos, deve estar inserido no contexto de uma alimentação diversificada e saudável", orienta a diretora da Anvisa.

Ração humana não é nome de produto

O informe técnico da Agência destaca, ainda, que a expressão "ração humana" não pode ser utilizada como denominação de venda desses produtos. Isso porque o uso dessa expressão pode gerar dúvidas nos consumidores, uma vez que não indica a verdadeira natureza e característica desse alimento.

Além disso, alegações de propriedades medicamentosas, terapêuticas e relativas a emagrecimento não podem constar do rótulo ou material publicitário do produto.

"Vale destacar que não é permitida, na formulação de alimentos, a utilização de substâncias farmacológicas e fitoterápicas, tais como ginseng, ginkgo biloba e sene", afirma Maria Cecília.

A empresa que desejar comercializar produtos com alegações de propriedades funcionais e ou de saúde deve solicitar registro desses produtos junto à Anvisa.


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