Robôs que aprendem com crianças poderão ajudar idosos

Robôs que aprendem com crianças poderão ajudar idosos
É nesse tipo de conhecimento que os engenheiros da Honda se basearam para construir um dos exoesqueletos mais modernos existentes atualmente, que começou a ser testado em hospitais do Japão.
[Imagem: Delft University]

Um grupo de pesquisa no Instituto de Robótica na Universidade Tecnológica de Delft, na Holanda, está estudando processos resolvidos por bebês em dias e meses, antes de seu primeiro aniversário.

São ações simples e geralmente tidas como naturais, como levantar, andar, ver, esticar os braços ou abrir uma mão para pegar um objeto.

Mas esses e outros movimentos envolvem extrema complexidade, como podem atestar pessoas com deficiências físicas ou problemas de saúde.

Uma das criações do Instituto de Robótica é o Phibes, um robô que não apenas anda, mas corre - por enquanto, ele não se desloca livremente como outros robôs autônomos, mas se movimenta em círculos, preso a uma barra de metal afixada em um pedestal.

"As propostas de pesquisas com o Phibes e outros de nossos robôs semelhantes não é criar máquinas ambulantes, mas ampliar o conhecimento a respeito do ato de andar e de correr como praticado pelos humanos. Esse conhecimento é essencial para que possamos desenvolver, por exemplo, próteses ou outros dispositivos que ajudem a melhorar a qualidade de vida de pessoas com dificuldade de locomoção", disse Robert Babuska, diretor do Instituto de Robótica.

De fato, é nesse tipo de conhecimento que os engenheiros da Honda se basearam para construir um dos exoesqueletos mais modernos existentes atualmente, que começou a ser testado em hospitais do Japão.

Robôs para ajudar idosos

Segundo Babuska, outros grande desafio científico é fazer com que robôs e humanos trabalhem juntos eficientemente em ambientes como casas ou escritórios.

"A robótica pode responder alguns dos principais desafios do século 21, como a falta de mão de obra especializada, a assistência ou a realização de tarefas em condições perigosas ou prejudiciais à saúde humana. A robótica também pode oferecer uma alternativa para desafios como o envelhecimento da sociedade", disse.

Entre as alternativas pesquisadas estão robôs para auxiliar idosos que avisam a hora certa de tomar remédios ou de realizar medições como da pressão arterial - dados que podem ser enviados a centros de saúde por internet ou celular.

Esses robôs também poderão funcionar como apoio para que seus donos se desloquem pela casa, ou simplesmente para fazer companhia, interagindo com seus donos.


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