Segunda pele: curativo é biodegradável e aplica antibióticos

Segunda pele: curativo biodegradável aplica antibióticos
O segredo dos novos curativos está nas fibras projetadas especialmente para conterem medicamentos antibióticos e se degradarem em contato com o corpo humano.
[Imagem: AFTAU]

Curativos para queimaduras

Apesar dos avanços nos tratamentos e dos melhores esforços dos médicos e enfermeiros, cerca de 70% de todas as pessoas que sofrem queimaduras muito graves morrem em decorrência das infecções associadas.

Mas um novo curativo, que pode ser embebido em antibióticos e depois se dissolve sobre a pele, poderá representar um corte dramático nessas perdas de vida.

Curativo dissolve sobre a pele

A equipe da Profa. Meital Zilberman, da Universidade de Tel Aviv, desenvolveu o novo curativo a partir de fibras especiais desenvolvidas por ela.

Estas fibras podem ser carregadas com medicamentos, como antibióticos, para acelerar o processo de cicatrização. Depois de fazer o seu trabalho, o curativo simplesmente se dissolve sobre a pele, eliminando as arriscadas operações de troca de curativos.

Um estudo publicado no Journal of Biomedical Materials Research demonstra que, depois de apenas dois dias, o curativo elimina completamente as bactérias causadoras de infecções.

"Nós desenvolvemos o primeiro curativo que é, ao mesmo tempo, capaz de liberar as drogas antibióticas e de se biodegradar de forma controlada," diz Zilberman. "Ele resolve as limitações físicas e mecânicas das técnicas de bandagens atuais e dá aos médicos uma forma melhor e mais eficaz de tratar queimaduras e herpes."

Não é tão simples quanto parece

Embora o conceito seja simples, a tecnologia não é. A pele humana tem um grande número de funções diferentes.

"As bandagens dos curativos devem manter um certo nível de umidade enquanto agem como uma proteção. Tal como a pele, elas também devem permitir que os fluidos do ferimento deixem o tecido infectado em um ritmo muito preciso. Não pode ser muito rápido e nem muito lento. Se for rápido demais, o ferimento irá secar e a cicatrização não será bem feita. Se for muito lento, aumenta o risco de infecção," explica a pesquisadora.

Replicar todas essas funcionalidades exigiu que a nova bandagem fosse projetada desde as fibras com que ela é tecida. Combinando as propriedades físicas e mecânicas com uma capacidade de liberação controlada de antibióticos, o novo curativo, que ainda não tem data para chegar ao mercado, comprovou ser capaz de proteger adequadamente o corpo e imitar as funções da pele.


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