Seu modo de andar diz muito sobre sua saúde

Seu modo de andar diz muito sobre sua saúde
A novidade é o uso de sensores simples, que podem ser usados em ambiente doméstico.
[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Marcha como ferramenta de diagnóstico

Mover-se não é algo tão simples quanto parece: Muitos dos nossos sistemas corporais, como o sistema cardiovascular e o sistema neurofisiológico, colaboram intimamente para nos ajudar a executar cada um dos nossos movimentos.

A decorrência disso é algo de grande interesse para diagnosticar quando as coisas não vão bem: Se um dos sistemas envolvidos no movimento for afetado por uma doença, isso se refletirá em alguma medida na maneira como você anda.

A maneira de andar ou correr é chamada de marcha. O problema é que caracterizar a marcha de uma pessoa é uma tarefa complicada, que exige um grande conjunto de sensores e testes em condições de laboratório muito controladas.

A boa notícia é que o professor Siddhartha Khandelwal, da Universidade de Halmstad (Suécia), estudou a fundo essa possibilidade de usar a marcha como ferramenta diagnóstica e desenvolveu uma metodologia que permite que a marcha de uma pessoa possa ser medida fora desses laboratórios controlados.

"A análise da marcha é um componente crítico da avaliação de distúrbios neurofisiológicos, como a doença de Parkinson, pacientes submetidos a reabilitação ou atletas com lesões nas pernas. No entanto, hoje a análise é realizada sob condições e protocolos rigorosamente controlados. Os resultados da minha pesquisa são um passo na direção de disponibilizar os benefícios da análise da marcha para os pacientes em suas vidas diárias, aumentando assim a quantidade de informações disponíveis para criar melhores sistemas de apoio e planos de reabilitação," disse Khandelwal.

Qualidade do andar

A metodologia consiste em medir os eventos da marcha usando sensores simples aplicados em diferentes partes do corpo. Diferentemente dos sensores usados em laboratório, isto pode ser feito em um ambiente doméstico, pelos próprios pacientes, sem perder a precisão. Os dados dos sensores são traduzidos para um padrão único que mostra a "qualidade" do movimento, comparando-o com um modelo de "caminhada normal".

Embora pareça algo muito simples, essa coleta contínua de informações em um ambiente real é inédita e pode ajudar pacientes, fisioterapeutas e médicos a terem um processo de reabilitação melhor e mais bem fundamentado.

"Nós testamos o sistema em condições muito dinâmicas, como diferentes velocidades de caminhada e corrida, superfícies e inclinações, e ele mostrou excelente precisão na detecção dos eventos da marcha. Isso prova que ele está pronto para uso em aplicações do mundo real," disse Khandelwal.

A universidade endossou as conclusões do pesquisador e já o está ajudando a aprimorar o sistema para criar um produto comercializável.


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