Sorgo protege contra doenças crônicas

Sorgo protege contra doenças crônicas
A Embrapa já vem desenvolvendo técnicas de melhoramento genético para aprimorar as características nutricionais e sensoriais do cereal.
[Imagem: Unicamp/Divulgação]

Sorgo

O sorgo, um cereal normalmente associado com a alimentação de rebanhos, está-se mostrando um alimento excepcional para os seres humanos.

O sorgo é capaz de prevenir doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes, a obesidade e o câncer, conforme acaba de demonstrar uma equipe internacional liderada por pesquisadores brasileiros, da Embrapa de Sete Lagoas (MG) e da Unicamp.

Os resultados das pesquisas demonstraram que o cereal produziu melhora em biomarcadores relacionados ao estresse oxidativo, além de reduzir a glicose de jejum, melhorar a tolerância à glicose e a sensibilidade insulínica.

O sorgo foi também capaz de reduzir a expressão de proteínas relacionadas a processos inflamatórios do câncer de cólon.

Substituto da farinha de trigo

De acordo com a equipe, embora seja destinado praticamente em sua totalidade no Brasil para a produção de ração animal, o sorgo possui grande potencial para substituir a farinha de trigo na alimentação humana com uma série de vantagens nutricionais.

Os principais benefícios do cereal são a ausência de glúten, presença de fibra alimentar em boas quantidades, além de elevado e exclusivo teor de compostos fenólicos. Presentes em alimentos de origem vegetal, esses compostos podem combater a formação de radicais livres, geralmente associados a uma série de doenças.

Os testes até agora foram realizados em animais de laboratório.

"Constatamos que, com uma alimentação baseada no sorgo, os animais tiveram uma melhora em algumas enzimas da atividade antioxidante no tecido hepático. No plasma houve melhora da peroxidação lipídica. Tais resultados demonstram melhora do perfil oxidativo relacionado ao desenvolvimento da obesidade, diabetes e câncer," explicou Érica Aguiar Moraes, principal autora do estudo.

Sorgo na alimentação

Érica destaca que a Embrapa já vem desenvolvendo técnicas de melhoramento genético para aprimorar as características nutricionais e sensoriais do cereal.

"A Embrapa tem estudos relatando a produção de pipoca do sorgo, acrescentada na barra de cereal, por exemplo. O sorgo também pode ser cozido e utilizado de maneira semelhante à quinoa. Pode ser empregado como substituição ao triguilho, que entra na preparação do quibe. Ao invés de utilizar a farinha do trigo, pode ser empregada a farinha de sorgo e, neste caso, o cereal pode ser incluído na elaboração de biscoitos, de macarrão, bolos, entre uma vasta variedade de alimentos," exemplificou.

A utilização humana do sorgo está mais avançada em outros países. "Nos Estados Unidos existem já alguns produtos com a farinha do sorgo na composição. Mas o cereal é largamente consumido em diferentes preparações nos continentes asiático e africano. Nos Estados Unidos, América do Sul e Austrália uma quantidade pouco significativa destina-se ao consumo humano. A maior parte é destinada à alimentação animal e à produção de etanol," finalizou Érica.


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