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11/12/2015

Substância em temperos aumenta qualidade das conexões cerebrais

Redação do Diário da Saúde
Substância em temperos aumenta qualidade das conexões cerebrais
São fortes os indícios de que a malagueta e outras pimentas aumentem a longevidade. Outros estudos já demonstraram que comer pimenta ajuda a viver mais.[Imagem: Rosa Lia Barbieri/CPACT/Embrapa]

Apigenina

Pesquisadores das universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e da da Bahia (UFBA) constataram que uma substância presente na salsa, no tomilho, na camomila e na pimenta malagueta tem forte efeito neurológico.

A substância, chamada apigenina, é capaz de aumentar a formação de neurônios humanos e fortalecer a comunicação entre eles.

Experimentos anteriores realizados com animais já haviam demonstrado que o grupo de compostos vegetais ao qual a apigenina pertence, os chamados flavonoides, têm efeitos positivos sobre a memória e o aprendizado, além de potencial de proteção das conexões cerebrais, as sinapses.

Mas a pesquisa brasileira é a primeira a demonstrar o efeito positivo em células humanas e detalhar os mecanismos de ação do composto.

Sinapses mais fortes

Os pesquisadores aplicaram a apigenina em células-tronco pluripotentes humanas, células que têm potencial de se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo.

Após 25 dias de experimento, eles observaram que as células tratadas deram origem a neurônios, o que não ocorreria sem a aplicação da substância. Além disso, as conexões entre estes neurônios eram mais fortes e de melhor qualidade.

"As conexões entre os neurônios, as sinapses, são fundamentais para o bom funcionamento cerebral e para a consolidação da memória e do aprendizado," comenta o neurocientista Stevens Rehen, líder da pesquisa, publicada no periódico Advances in Regenerative Biology.

Medicamento natural

A apigenina age de modo similar ao estrogênio, hormônio feminino que tem mostrado capacidade de adiar a progressão de doenças associadas à baixa formação de neurônios, como a esquizofrenia, a depressão e o Mal de Parkinson e Alzheimer.

A apigenina liga-se aos receptores de estrogênio nos neurônios e produz efeitos similares ao hormônio, porém sem os danos colaterais associados ao uso do estrogênio, que apresenta risco de desenvolvimento de tumores e problemas cardiovasculares. Os pesquisadores acreditam que a substância pode vir a ser uma alternativa ao estrogênio para as terapias contra doenças neurodegenerativas.

"Revelamos novos caminhos para estudos com esta substância que parece promissora", comenta Rehen. "Os flavonoides estão presentes em altas concentrações em muitos alimentos vegetais e podemos também especular que uma dieta rica em apigenina pode influenciar positivamente a formação de neurônios e o modo como eles se comunicam entre si no cérebro."


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